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Plano Diretor precisa defender nosso ambiente

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8 de novembro de 2017
Por José Arnaldo de Oliveira

Neste sábado (11), das 8h às 17h, acontece um fórum anual de avaliação do Plano Diretor aberto aos moradores de Jundiaí no auditório da Unip. O ponto principal preparado pelos organizadores para ouvir opiniões é um sistema de oito mesas rotativas à tarde, onde todos podem expressar sugestões para os investimentos estratégicos previstos em torno de economia sustentável, política ambiental, plano de saneamento, sistema de mobilidade, proteção do patrimônio histórico, habitação social, equipamentos públicos e sistemas de infraestrutura. Mas parecem haver entidades interessadas em mudar a união entre planejamento urbano e zoneamento do território.

Sejam quais forem as propostas e ajustes, é importante não perdermos de vista a defesa do meio ambiente natural ou urbano que foi alcançada na lei 8.683. É uma legislação que não pertence a um ou outro governo, depois de ter sido elaborada com consultas e reuniões somando mais de dez mil participações.

A coisa mais bonita na minha opinião foi um desenho de cidade onde o cinturão verde que ainda mantém nossas matas, animais e nascentes de água, foi preservado ao máximo em toda a volta da zona urbana, incluindo a transição para as zonas rurais ou ambientais com maiores áreas mínimas chamadas zonas periurbanas. E, no meio da cidade mais construída, um controle maior sobre a verticalização que parecia descontrolada.

É claro que os profissionais, empresas e moradores ligados a construções e uso do solo precisam estar presentes nesse desafio de sustentabilidade, mas a experiência de colocar não apenas para ouvir mas para opinar os outros moradores, agricultores, ciclistas, ambientalistas, pedestres, pequenos comerciantes, artistas e demais mostrou que a cidade não pode ver o lado financeiro de maneira separada do resto da vida.

Afinal, muitos lembram ainda de como o plano (antes uma lei separada do zoneamento) era no final do século passado chamado de “colcha de retalhos”, tamanhas as mudanças feitas constantemente na Câmara. Muitas vezes apenas para um terreno particular, despertando as suspeitas de sempre e às vezes injustificadas sobre nossa classe política.

Não se trata do prefeito ou vereador fulano ou sicrano. A cidade é de todos, mesmo que jundiaienses de fato possam ser cada vez mais uma minoria. E mesmo com todos querendo harmonia sempre haverá conflitos entre o interesse deste e daquele. Faz parte. O mais importante é a serenidade no entendimento de que meio ambiente não pode ser apenas a Serra do Japi, mas o cinturão verde da vida natural ou quase isso em todo o entorno da cidade. Que Jundiaí não deve se tornar apenas um subúrbio de moradores de São Paulo, mas um lugar com identidade própria e que consegue manter seus filhos que queiram viver aqui. Que pode encontrar soluções para os conflitos entre interesse particular e comunitário. Sem precisar de ódio a quem pensa diferente de você. E com atenção às outras espécies de vida.

Afinal, Jundiaí inteira é uma área de proteção ambiental. O que coloca os jundiaienses como brasileiros um tanto especiais. A cidade, sua comunidade e seus governos vêm buscando pensar a inovação, o desenvolvimento local, a criatividade. Não tem motivo para ser diferente na implementação do Plano Diretor. Boa sorte a todos.

Confia a lei por inteiro

José Arnaldo de Oliveira é jornalista e sociólogo

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