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Mendoza: um oásis de vinícolas no deserto!

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22 de abril de 2019
Por Lúcia Helena Andrade Gomes

Nada mais sábio na vida do que fazer um pit stop e voilà: escapar da realidade e viajar!

Em tempos bicudos e inquietantes, o nosso olhar busca nas cercanias viagens low profile, ou seja, com custos acessíveis. Mendoza, meu belo e amado recanto é, indubitavelmente, uma excelente escolha para os amantes do vinho, da boa mesa e de paisagens no mínimo intrigantes.

A primeira vez que fomos a Mendoza, o voo foi uma aventura longa e desgastante, com conexão demorada em Buenos Aires. Agora, tem voo direto pela Gol, às quintas e domingos, com a possiblidade de se usar o programa de milhagem.

Primeira observação: o voo lotado de terceira, quarta e quinta idades... inacreditável, como envelhecemos ou como saímos dos casulos e nos tornamos os eternos envelhescentes (adultos com almas de adolescentes). E noto que os grupos femininos são maioria - cada vez mais mulheres deixam as famílias e vão com amigas curtir os ares de Mendoza.

Se pretende ir, a primeira sugestão é: faça reserva nas vinícolas que pretende visitar com no mínimo três meses de antecedência. Vi vários turistas decepcionados, pois não conheceram o que desejavam. Isso vale principalmente para as mais requisitadas, como Catena Zapata, Norton e Chandon. O mesmo faça com o restaurante Francis Malmann.

Mas um detalhe: as vinícolas familiares e pequenas também são muito atrativas, assim esse pedaço da Argentina deve ser visitado com ou sem reservas. Recomendo uma visita à Bodegalaazul, pequena e familiar. O almoço harmonizado mirando a Cordilheira é de tirar o fôlego. Não é famosa, mas conquistou meu coração.

Mendoza também é famosa pela excelência de roteiro gastronômico e para a nossa alegria cabem perfeitamente no nosso bolso! Você caminha nas ruas com mesas nas calçadas, um clima descontraído.

Os sorvetes deliciosos contam com cardápio em português. Os argentinos lá são muito educados e valorizam os turistas. Em muitos locais aceitam o nosso real!

A rede hoteleira é ampla e diversificada. Você pode hospedar-se no centro em hotéis de três, quatro, cinco estrelas renomados, ou escolher uma das vinícolas ou um spa, muito aclamados por lá.

Fique atento para escolher a estação do ano. A decisão é se pretende ver neve e as parreiras secas ou outono na colheita, quando dá para fazer os passeios até de bicicleta... Lembre-se que a cidade fica em um deserto, é muito seca, sobra vinho, mas tem escassez de água!

Agora, cá entre nós, não amarre uma coleira e fique refém de indicações! Liberte-se! Conheça lugares novos, inusitados, faça o seu roteiro! Viajar para cumprir roteiros fechados pode ser muito estressante!

Dizer mais o quê? Que a vida pode ser bela e que o vinho tem tantos mistérios como a nossa alma e, ao degustá-lo em Mendoza, você sofre uma catarse e volta inspirada e renovada para driblar o cotidiano!



Lúcia Helena Andrade Gomes é advogada
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