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MATA CILIAR

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21 de dezembro de 2020
Uma das nossas 7 Maravilhas se transformou em "queridinha" do jundiaiense

A preservação da fauna, da flora e dos recursos hídricos é desafio que o pessoal da Mata Ciliar encara de sol a sol, com ou sem chuva todos os dias. O resgate de animais silvestres machucados e a proteção de espécies ameaçadas a tornaram mais conhecida, mas a ONG foi e vai além.

Recuperação de biomas e reflorestamento de margens degradadas de rios e, uma esperança para um futuro melhor de todos, a difusão da educação ambiental estão entre as ações que norteiam cada passo na associação nestas mais de três décadas de vida.

Todo esse amor à natureza se transformou em paixão do jundiaiense, que não teve dúvidas em eleger a Mata Ciliar uma das 7 Maravilhas de Jundiaí e dar um aviso ao Governo de São Paulo: não mexa com nossa 'queridinha'. Uma conquista que chegou em momento muito oportuno, em que o terreno em que está abrigada aos pés da Serra do Japi tinha sido anunciado para venda, situação que já foi revertida, para traquilidade dos defensores de felinos, aves...

A Mata Ciliar surgiu em 1987 de olho na defesa dos cursos de água no interior de São Paulo. De seus viveiros aqui em Jundiaí e também na cidade de Pedreira saem mudas de mais de 200 exemplares da Mata Atlântica e do Cerrado. E já são mais de 10 milhões de árvores plantadas na história.

Aqui em Jundiaí, além das mudas, a Mata Ciliar se tornou a casa de centenas de bichos, vindos de mais de cem cidades. E o carinho fica visível ao se saber que a onça-parda ganhou o nome de Yara, a filhotinha de onça-pintada virou a Gaia, a jaguatirica se chama Pitango, o lobo-guará é o Balú e a arara foi batizada de Bailarina. Têm nomes, abrigo, comida, atenção e proteção.

O sonho de colaboradores e voluntários é que o animal fique só para um período de recuperação e logo ocorra a soltura no ambiente natural - depois de curado e de exercitar músculos, caça e, se for o caso, voo. Não é a realidade para todos, especialmente os mais velhos ou que sofreram muito lá fora, contudo é inegável que todos os esforços nesse sentido foram feitos pela equipe da coordenadora Cristina Harumi Adania, um pequeno exército formado por tratadores, biólogos, veterinários, nutricionistas.

Cristina estima que pelo centro de reabilitação da Mata Ciliar já passaram 18 mil animais silvestres, geralmente vítimas de atropelamento, queimada, choque elétrico ou retirados das mãos de traficantes. De pequenas aves a grandes mamíferos, hoje são quase mil protegidos.

Você também pode ajudar a manter a Associação Mata Ciliar, que busca por Interessados em, simbolicamente, adotar um dos animais, com doação mensal a partir de R$ 20,00. Gostou da ideia de ser padrinho de um emu ou bugio, entre outros? Acesse o site e veja como fazer: www.mataciliar.org.br.

Fotos: Edu Cerioni



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