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PONTE TORTA

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17 de dezembro de 2020
Ponte em arco soma cerca de 50 mil tijolos e ganhou entre as 7 Maravilhas de Jundiaí

Foi entre 1888 e 1889 que Jundiaí ganhou aquela que seria um de seus principais símbolos, a Ponte em Arco sobre o Rio Guapeva. Conhece? Poucos sabem sobre esse nome, porque o que vale mesmo é Ponte Torta - e ele não vem do arco não, esse apelido foi por conta da rua em que ficava antigamente e que era realmente uma rua torta. Outros apelidos que não tiveram vida longa foram "Ponte dos Bondes" e "Ponte Redonda".

Agora tortuosa mesmo foi sua história de luta. Uma das 7 Maravilhas de Jundiaí em 2020 sofre hoje com pichações e já se viu ameaçada de demolição. Muitos dos votos que ajudaram a elegê-la, com certeza, foram dos skatistas que dominam a cena na Praça Erazê Martinho e rolam dia e noite em pranchas sobre rodinhas no entorno da construção que consumiu 50 mil tijolos.

No começo, a ponte era usada pela Ferro Carril da Cia. Jundiaiana em seus serviços de bonde com tração animal, em trajeto cumprido do Centro até a Estação Ferroviária e vice-versa. A empresa encerrou suas atividades em 1896, mas a ponte segue sendo uma heroína da resistência, tudo bem que com uma das "pernas mancas" e envolta por bloco de concreto dentro do rio. O Guapeva teve suas margens alargadas em uma tentativa de reduzir o número de enchentes no Vianelo - nos anos 80 os sucessivos alagamentos das casas às margens do Guapeva geraram até um movimento por sua demolição.

PONTO DE ENCONTRO

Hoje muitos dos que passavam apressados pelas ruas em volta do monumento de 17 metros de altura e 8 metros de comprimento, que ganhou escadas tempos depois de sua inauguração para uso dos pedestres, nem imaginam a importância que teve como marco de nossa urbanização no final do século 19.

A valorização como patrimônio histórico só foi concretizada a partir de 2015, com obras de restauração pelo governo de Pedro Bigardi premiadas até na Itália. Em seu entorno, acontecem diferentes manifestações culturais.



Fotos: Edu Cerioni



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