“Ainda Estou Aqui”: leia o livro!
O jundiaiense Luiz Lima conheceu o escritor Marcelo Rubens Paiva há mais de dez anos e assegura que está na torcida pelo Oscar do filme e indica que todos devem também ler o livro “Ainda Estou Aqui”.
“O filme é muito bom, mas a obra literária traz muito mais detalhes, outras nuances, aprofunda a história da família e da ditadura no Brasil, é excelente”, assegura ele, que esteve na Livraria Cultura da avenida Paulista, em São Paulo, em seu lançamento de 2015, quando ganhou autógrafo e fez foto com Marcelo. “Li de uma tacada e adorei, mas nunca poderia imaginar que fosse virar um filme tão marcante e que fosse ganhar tantos prêmios”, diz.
Luiz, autor de dois livros sobre Raul Seixas, conta que já tinha conversado duas vezes com Marcelo, antes do lançamento de “Ainda Estou Aqui”, ambas na USP, uma vez ao final de uma palestra da filósofa Marilena Chauí e outra nos corredores do Departamento de História. “Quando nos conhecemos foi bem legal, eu usava uma boina com estrela no estilo Che Guevara e ele fez um elogio, daí batemos um papo, depois falamos novamente um tempo depois. Não nos vemos já há dez anos”.
“Raul Seixas e a Era de Aquário” e “Vivendo a Sociedade Alternativa – Raul Seixas e o seu Tempo” são os dois livros escritos por Luiz Lima, que guarda um autógrafo do ídolo baiano que revolucionou a música brasileira, conseguido em show aqui em Jundiaí nos anos 80. “É outro dos meus troféus, como a foto com o Marcelo Rubens Paiva”.

O livro “Ainda Estou Aqui” foi relançado. Ele narra a história da família de Marcelo Rubens Paiva durante a repressão da ditadura militar, incluindo o desaparecimento nas mãos dos militares de seu pai, o ex-parlamentar Rubens Paiva. A obra também destaca a trajetória de sua mãe, Eunice Paiva.
Casada com o deputado, Eunice esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e muitos anos depois se confirmou que foi morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo fala também da memória e da infância como filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira. O livro custa R$ 50,00.
