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João Carlos Martins dá bis só com os polegares e é ovacionado

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24 de setembro de 2019
Primeiro ele dirigiu a Orquestra de Cordas Bachiana Filarmônica e, ao final, autografou seu livro

Edu Cerioni

Teve até fila de espera na porta do Teatro Polytheama por um lugar na noite desta segunda-feira (23) para o espetáculo "João Carlos Martins & Orquestra de Cordas Bachiana Filarmônica". E valeu a pena ficar em pé lá fora no frio para muitos que conseguiram entrar, somando 1,2 mil pessoas que aplaudiram de pé o maestro e pianista.

Com os ingressos gratuitos esgotados em meia hora de distribuição no domingo, a expectativa era grande em Jundiaí por conta desse espetáculo que usou incentivos fiscais e teve patrocínio da Maravilhas do Lar. João regeu a orquestra em músicas de Bach ("Jesus Alegria dos Homens"), seguido de Mozart, Brahms e também do brasileiro Guerra-Peixe. Tudo muito lindo.

A soprano Anna Beatriz Gomes foi uma grata surpresa apresentada pelo maestro. Disse que a jovem de 22 anos é um grande talento e ela comprovou de imediato na interpretação de "O Mio Babbino Caro", de Puccini, que não aparecia no repertório do programa. E foi além em uma viagem pela Itália numa cidade com mais de 70% de descendentes de italianos. Foi aplaudida de pé, é claro.

O pianista João Carlos Martins lembrou que fez outra cirurgia nas mãos e que a limitação é ainda maior agora, mas tocou três músicas somente com os polegares e uma quarta ajudado por um aparelho eletrônico nos braços. Em todas deu show e ganhou o coração do público, ao exaltar sua admiração por Jundiaí. "Foi uma das primeiras cidades a me receber quando mudei de carreira em 2004 e nunca esqueço esse carinho", contou.

João tocou canções que nos remetem a grandes filmes, como "Cinema Paradiso", de Marricone, ou "Em algum Lugar do Passado", de J. Barry. Arrancou risos aos dizer que antes fazia 21 notas em um segundo e agora faz um nota em 21 segundos, mas não foi o que demonstrou no piano. Em "A Lista de Schindler" teve a companhia do violino de Sergei Eleazar de Carvalho, filho do famoso maestro Eleazar de Carvalho.

O final foi outra vez com João regendo a orquestra e em ritmo italiano com "Bella Ciao", acompanhada de palmas da maioria dos presentes, alguns cantando em alto e bom som, o que fez o maestro se virar e comandar um grande coral.

E depois de dar tchau, já sem os músicos no palco, o pianista voltou para o bis, quando interpretou "Luiza", de Tom Jobim, para delírio de fãs de todas as idades.

O final de noite foi de autógrafos em seu livro "João de A a Z", de Patrício Sciadini, vendido aos montes por R$ 40,00 cada exemplar. Formou-se uma grande fila, porque todos queriam ainda uma foto de recordação - João sentou-se no espaço da Galeria de Arte e diante da exposição "Só Existo em Terceira Pessoa".O JundiAqui foi o único veiculo de comunicação de Jundiaí a cobrir a apresentação de João Carlos Martins nesta segunda. Um privilégio que ainda contou com a canção "Trem das Onze", de Adoniran Barbosa, que João escolheu por este grande compositor ter vivido aqui.

Ao site, o músico se disse fã do jundiaiense Sérgio Roveri, autor da peça de teatro "Concerto para João", que vem percorrendo o Brasil.

Tão feliz quanto o público e o maestro ficaram os pipoqueiros da porta do teatro, que vinham sofrendo após noites de pouco movimento ali.

Confira mais fotos:

Fotos: Edu Cerioni

 
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