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Julio Machado curte sucesso ao lado dos amigos

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6 de junho de 2017
Ator jundiaiense que é protagonista do filme "Joaquim" esteve no Maxi, no fim de semana

Edu Cerioni

Julio Machado vai se firmando como ator global e com direito a dobradinha com ninguém menos do que Susana Vieira em “Os dias eram assim”, em exibição às 23 horas. Mas o sucesso não o deixa esquecer os amigos e Jundiaí, onde nasceu há 37 anos.

Veio para cá no final de semana, quando o filme que protagoniza, "Joaquim",  teve exibição no Moviecom Arte, do Maxi Shopping. E ali conversou com todos, entrou em dezenas de selfies e distribui carinho.

Julio recordou do começo nos palcos aqui da cidade, destacando a importância de Cláudio Mello em sua formação teatral - também lembrou dos tempos de Performático Éos.

"Meu irmão Marcus Vinícius, o Cláudio e os olhares atentos de adultos dedicados ao teatro me ajudaram muito quando jovem e ainda precisava decidir se seguia ou não a carreira de ator".

Julio contou que desde a juventude não ficava longe dos palcos uma semana sequer, mas que já são dois anos sem fazer teatro. Tem saudade, mas gosta também de fazer cinema e TV.

Fala estar vivendo uma transição na carreira e que já se encontrou nas novelas da TV Globo, tendo participado de "Império" e "Velho Chico". "Há diferenças entre teatro, cinema e TV, mas também há uma certeza: ator é ator onde quer que atue".

Sobre "Joaquim", motivo de sua visita, destacou ser uma obra de ficção e não a história de Tiradentes, como muitos confundem.

Entre um causo e outro, lembrou do corte de seu cabelo em uma das cenas do longa dirigido por Marcelo Gomes. "Não era peruca, por isso a cena tinha que dar certo, não havia segunda chance", disse.

O corte do cabelo foi feito pela atriz angolana Isabél Zuaa, no papel de escrava, que usou um facão para isso. "Nem senti na hora, mas depois ela veio me pedir desculpas por ter feito vários cortes nas minhas costas, que sangravam".

O jundiaiense e os demais personagens de "Joaquim" chegaram um mês antes de o filme rodar em Dimantina, Minas Gerais, período de entrosamento do elenco, com africanos de diferentes partes, além de portugueses, uma deliciosa confusão de línguas - como definiu. "Isso é impensável na TV, porque você chega e já sai gravando".

Em "Joaquim", ele faz o papel de um dedicado alferes que busca uma patente de tenente que nunca chega, para poder comprar a liberdade da escrava Preta, sua paixão. Julio se embrenha pela mata, por rios e cavernas e é tomado pela febre do ouro, em uma interpretação magistral - tanto que foi indicado ao prêmio Urso de Ouro, na Alemanha.

E se na série “Os dias eram assim” ele tem cena de sexo com Susana Vieira, no longa ela acontece com Preta - cena impactante. Julio, inclusive, faz um nu frontal quando toma banho de rio. Disse tirar de letra as gravações.

Sua família segue morando em Jundiaí, uma espécie de porto-seguro para o ator que agora vive no Rio de Janeiro, depois de uma escala em São Paulo. Quem sabe Hollywood um dia? O tempo dirá...

Fátima Augusto e Julio no Maxi, sábado (3)

Leia mais sobre Julio e "Joaquim" - click aqui


 



Fotos: Edu Cerioni
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