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Crônica da Cozinha – O destempero da sedução

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23 de outubro de 2021
Pelo chef Manuel Alves Filho

Quem me conhece sabe que tenho muitas reservas em relação ao uso do orégano desidratado na comida. Não que eu seja completamente avesso à erva. Se houver absoluta necessidade, eu a utilizo, mas sempre com muitíssima parcimônia. Orégano seco, meus caros, é como encontro com parente chato. É preciso esquivar-se dele ao máximo.

Tenho para mim que o Todo Poderoso, na sua imensa sabedoria, inventou o orégano desidratado para testar o bom senso dos humanos. A julgar pela forma como certas pessoas empregam o ingrediente, Ele deve estar deveras arrependido. Infelizmente, tem quem adicione a erva a tudo quanto é prato, da omelete ao feijão; do bacalhau à pizza; do bife à salada de grão de bico. Se bobear, tem quem coloque orégano na água do banho de assento. Afe!

O curioso é a justificativa para esse desativo: “Ah, orégano deixa tudo mais gostoso”, dizem os tresloucados. Hã? O desvario é tão grande que, dia desses, vi um post em rede social no qual o cidadão dizia que faria um jantar caprichado para tentar conquistar a garota dos seus sonhos. O cardápio até que soou interessante: arroz de camarão. A certa altura, ele afirmou, cheio de pretensão, que acrescentaria um “toque de orégano” à receita. Confesso que me arrepiei e lamentei profundamente pela menina.

Aliás, segue uma profecia dirigida ao fã de orégano seco que costuma usar a gastronomia como elemento de sedução. Ou você elege outra erva de preferência ou vai amargar milênios de noites a sós!

Manuel Alves Filho é jornalista e chef de cozinha
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