No caldeirão da Feira Slava cabem todos
Por Edu Cerioni – Sara Yacov transita fácil por entre fadas, gnomos, vikings, bruxas, ciganas, cavaleiros medievais e tantos outros personagens de diferentes épocas e lugares. Ao contrário da maioria, não precisa de escudo, adaga, lança, cajado, varinha mágica ou o que seja para se destacar na multidão. O brilho dos olhos diz tudo sobre a criadora da Feira Slava de Jundiaí que no último sábado (12) levou para dentro de seu túnel do tempo mais 4 mil pessoas – de crianças a vovós fantasiadas e também incontáveis cães e até uma coruja.

Figuras das mais diversas tribos circularam pelo Clube Uirapuru entre 10 da manhã e 10 da noite. O clube aos pés da Serra do Japi ficou pequeno para tanta gente e especialmente tantos carros – o estacionamento a R$ 25 ficou lotado o tempo todo e em certos horários se viu praticamente tomada a avenida Manoel Teixeira Cabral.
Sara conta que recebeu gente da região e de cidades de São Paulo e também do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e até da Itália e da Inglaterra. Foram diferentes picos de públicos, a criançada primeiro, depois os adolescentes e os mais velhos para o show da banda Taberna Folk.

A previsão, não precisa ter bola de cristal para isso, é de crescimento para a próxima edição, como vem acontecendo a cada ano. Será em julho de 2026 e ampliada para dois dias – a data só será definida mais adiante e de acordo com a lua. Tem que ser crescente ou cheia, avisa Sara.
De bola cheia se sentiu o vereador Cristiano Lopes ao ver a festança que ele sugeriu e agora faz parte do Calendário Oficial de Eventos de Jundiaí. Foi saudado por muitos com espada em riste ao subir ao palco ao lado da criadora dessa que é uma das quatro principais feiras do gênero no Brasil.

“Sou uma artista que gosta de fazer evento e que este seja do jeitinho que eu gostaria de ir. Coloco primeiro as coisas que eu gosto e daí vamos agregando ideias com outros que vêm alinhando junto e o resultado é sempre surpreendente. Gosto de observar, de aprender com as pessoas e reparo muito no brilho nos olhos, é o que vale”, ensina.
A receita de sucesso desse caldeirão fervilhante tem ainda, segundo Sarah, “amor, muito carinho, prazer em unir as artes, de se abrir ao universo holístico, à magia, o gostar de dar oportunidade aos mais diferentes artistas e artesãos, o resgate de antigas brincadeiras e isso tudo dentro dos limites de cada galera”.

A Feira Slava ofereceu sábado vivências, shows musicais com bandas e artistas solos – no momento chamado de “palco aberto” teve quem tocou violino, gaita de fole ou banjo -, trovadores e dançarinas flamenca, cigana, do ventre e outras.
Veja fotos exclusivas do JundiAqui, parceiro da feira desde a segunda edição:

Fotos: Edu Cerioni


One thought on “No caldeirão da Feira Slava cabem todos”
Lindas fotos! Parabéns Edu Cerioni! Essa festa é muito boa! Que maravilha que entrou para o calendário da cidade!Um presente para Jundiaí!Grande Sara Iacovino, pela idealização do evento!??????