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A eleição e as ilusões

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2 de outubro de 2020
Por Lucinha Andrade

A pandemia alterou o cronograma das eleições municipais e a forma de conquistar os eleitores. Reuniões presenciais não são de bom tom, em tempo de Covid-19, o que propiciou novas estratégias para chegar mais próximo à população. O tempo corre contra os postulantes e as mídias sociais são o grande destaque da temporada.

Penso que todos nós deveríamos ler o "Estado Espetáculo", de Roger Schwartzenberg, uma obra que traça um paralelo entre a eleição e as ilusões hollywoodianas, uma crítica contra o sistema político. Nós, o povo, somos espectadores de cenários articulados para atrair o nosso voto! O filme "Dilema das Redes Sociais" (Netflix) é extremamente recomendado para o tempo que vivenciamos.

Obviamente, os candidatos têm que apresentar suas propostas (o que nem sempre acontece), vender seu peixe em um oceano povoado por tubarões experientes. Mas há casos chocantes de marketing, que rendem bons frutos para o nosso desespero....

Uma curiosidade nesta eleição é a porcentagem de eleitores idosos: em cada 5, um é idoso! Confesso ter ficado intrigada: o reflexo deste número nas estratégias de marketing, afinal, os aposentados ganham mal, precisam de atendimento médico, de lazer, de dignidade etc.

Outro dado relevante é o número de eleitoras, as mulheres são a maioria, o que implica na eterna questão: mulher não vota em mulher? De um lado somos a maioria, de outro as candidatas eleitas são a minoria - Jundiaí não elegeu nenhuma da última vez.

Certamente as respostas não são simplistas e devem partir de um estudo da nossa história cultural, social, psicológica etc.

Em nossa cidade, vejo com alegria mulheres candidatas à prefeita, vice-prefeita e vereadoras. Há nomes conhecidos, com história de participação ativa nos diversos segmentos da sociedade. Sempre declinei de convite para ser candidata, por de alguma forma prever que não seria feliz em um universo que não me cativa, aliás, choca!

Já estamos sentindo o ar da conquista eleitoral, o Face floreou de candidatos e seguidores, os antigos cabos eleitorais, hoje os seguidores. Eles também invadiram o WhatsApp e outros meios de comunicação.

Esta semana recebi a ligação de uma candidata a vereadora, jovem e que em poucos minutos pediu-me licença para enviar as propostas dela. Gostei do approach: rápida e objetiva.

A Câmara Municipal necessita efetivamente de representatividade feminina, precisamos retomar o nosso espaço.

Não sou filiada em partidos políticos, não participo ativamente das campanhas: a direita me acha de esquerda, a esquerda de direita e para outros sou anarquista! Li uma pesquisa que o voto é fundamentado nos sentimentos e não na razão. Esta deve ser a explicação da pesquisa errar em alguns momentos!

O mais importante é celebrar a democracia, respeitar as escolhas e torcer para que os eleitos façam uma excelente gestão para o povo!

Boa sorte aos candidatos e candidatas!

Lúcia Helena Andrade Gomes é advogada e professora
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