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A evolução do jogo no Brasil

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30 de março de 2020
Em tempos de bola parada, Marcel Capretz alerta sobre estarmos na segunda divisão mundial

O futebol brasileiro está na segunda divisão mundial. E se não abrir os olhos o quanto antes para a evolução será rebaixado para a terceira. E quando cito o futebol brasileiro me refiro a todos os seus 'players': gestores, treinadores, preparadores, jogadores e porque não falar de torcida e imprensa. Estamos atrasados na maioria dos aspectos dentro e fora de campo se compararmo-nos com a elite mundial. Mas quero nesse texto me fixar mais em alguns pontos de dentro das quatro linhas, mesmo sabendo que é difícil separar 'campo e bola' da gestão.

A discussão por aqui ainda está presa a esquema tático. Valorizamos e damos enfase a disposição dos jogadores no espaço de jogo: falamos de 4-4-2, 4-3-3, 3-5-2 (obs: me permito aqui cometer o erro de não colocar o número 1 antes da primeira linha, pois infeliz e erroneamente não contamos o goleiro nesse dito 'esquema'). Ao fixarmos um time em posições pré-determinadas não estamos sendo fiéis ao que de fato acontece em um jogo. Por exemplo, no mais alto nível são as transições (ofensivas e defensivas) que compõe boa parte das ações. E nelas é impossível visualizarmos esses esquemas táticos tradicionais iniciais e engessados que ainda tanto falamos no Brasil.

Para evoluirmos temos que pormenorizar as ações individuais e coletivas. Em grandes clubes europeus já há muitos anos a discussão está em como ganhar micro-segundos com e sem a bola, em como gerar situações de vantagens numéricas e qualitativas para defender e atacar, criar treinamentos que melhorem a posição corporal do jogador para dar e/ou receber um passe, desenvolver a inteligência do jogador para tomar melhores decisões, fazer com que os atletas consigam resolver os problemas do jogo com os dois pés e outras pequenas partes do jogo que estão em um nível extremamente avançado.

Não devemos rasgar o que já fizemos no Brasil. No 'futebol antigo', fomos bem sucedidos. Entretanto é necessário olhar para o mundo e ver o que se faz entre os profissionais que mais se destacam atualmente. Para termos resultados novos precisamos também de atitudes novas. Definição de insanidade para mim é fazermos as mesmas coisas e esperarmos resultados diferentes. Não sei se você tem percebido, mas o mundo mudou. E o futebol também...

Marcel Capretz é jornalista esportivo da Fox Sport
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