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Como chegar até lá?

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24 de setembro de 2017
Por Marcel Capretz



O futebol imita a vida em vários aspectos. Os positivos e os negativos. E a regra da causa e efeito, ação e reação, plantar e colher vale para os resultados em nossas vidas e também para o que acontece dentro das quatro linhas. Nenhum resultado, nem positivo nem negativo, acontece por acaso. Apesar da imprevisibilidade, não existe o de repente no futebol.

"De repente fomos campeões". "De repente fomos rebaixados". Ledo engano. Há um esforço, um processo, um conjunto de elementos que combinados levam ou ao sucesso ou ao fracasso. E é fácil modelá-los. Aprender com quem já venceu!

Nenhum clube de futebol tem sucesso se três esferas não pensarem da mesma forma e dialogarem em alto nível: a esfera política, representada muitas vezes pelo presidente, a esfera administrativa, que hoje tem os executivos de futebol e a esfera técnica, através do treinador. Se um desses estiver dissonante, já era.

E para essas três esferas terem harmonia, a visão de futuro e a convicção no como chegar lá devem prevalecer. Onde o clube quer estar no final do ano? Quais os objetivos para daqui cinco anos? Com que futebol se alcança isso? A tradição, história e orçamento do clube permitem um futebol propositivo, de posse de bola, um jogo posicional, ou é melhor focar em um sólido sistema defensivo, com compactação, defesa em bloco e um ataque rápido e direto mortal?

Poucos clubes no Brasil fazem esse planejamento com os caprichos e detalhes que ele merece. A maioria vai do jeito que dá. Quando se pergunta o perfil do treinador ideal a resposta vem vazia: queremos um vitorioso! Mas vencer de que forma, com quais recursos, com quais ideias de jogo e com qual metodologia de treinamento para se atingir esse jogo ideal? Esse tipo de pergunta nem passa pela cabeça da maioria dos dirigentes. Por isso, muitos chegam no final do ano desesperados, perdidos. Acham eles que simplesmente trocando o treinador dará uma chacoalhada no time e os jogadores passarão a render mais. Esses diretores não entendem que o todo é maior que a soma das partes. Que a filosofia do clube deve estar acima das figuras que ali estão momentaneamente. Por isso, cada vez mais no Brasil, temos times sem identidade e sem propósito algum além do próximo jogo.

Marcel Capretz é comentarista esportivo
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