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Golaço do Flamengo ao trazer novo técnico

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3 de agosto de 2020
Por Marcel Capretz

O futebol é uma atividade totalmente prática, mas também cem por cento humana. Registro essa obviedade já que como tudo que é construído pelo ser humano, o futebol também está sujeito a acasos, imprevisibilidades e circunstâncias. Há alguns setores em que com planejamento e excelência imprevistos são reduzidos a zero. Porém acredito que o futebol nunca funcionará dessa maneira. Há caminhos para o sucesso, sim. Mas poderia fazer um texto inteiro só citando projetos em que tudo foi feito de maneira correta e no final não deu certo e também times que rasgaram o manual das boas condutas e mesmo assim obtiveram êxitos.

Contextualizo isso para elogiar a contratação e as primeiras palavras de Domènec Torrent a frente do Flamengo. O nome dele para mim sempre foi familiar pelos livros que tem Pep Guardiola como protagonista. Entendo que no mais alto rendimento é impossível ter sucesso sem uma comissão interdisciplinar. Mas confesso que até o interesse do Flamengo pouco me aprofundei sobre o que ele de fato fazia.

Já saliento algo da primeira entrevista coletiva dele no Rio de Janeiro: a decisão de aprender português. É algo trivial, mas chama a atenção o interesse por valorizar a comunicação interpessoal - algo elementar para qualquer líder.

Ainda na coletiva, o treinador mostrou sabedoria ao dizer que não mudará tudo o que estava sendo feito. Vaidade não combina com vitória. Processo no futebol demanda tempo. Pelas análises que fiz e pela óbvia escola de Guardiola, Domènec tem ideias diferentes das de Jorge Jesus. Querer implementá-las em um curto espaço de tempo para imprimir sua própria marca seguramente não traria bons frutos.

E destaco, também, o valor ao treino que obviamente o novo treinador flamenguista traz. O lateral Rafinha ratificou que enquanto esteve no Bayern de Munique era ele e não Guardiola quem conduzia a maior parte das atividades. Se tivesse que destacar um elemento para o sucesso de Jorge Jesus destacaria o treinamento. A valorização ao que é feito no treino para que no jogo exista um padrão definido com e sem a bola. No Brasil, nossos técnicos, de maneira geral, ainda não pouquíssimo valor ao treino. Se aceita, pela nossa cultura, treinar de qualquer jeito ou até mesmo pular atividades. Domenéc e Jorge Jesus não pensam assim. Bom para nós quebrarmos algo maleficamente enraizado.

Claro que no futebol ganha quem erra menos. Ou seja, o erro vai existir. Mas trazer Domènec Torrent foi um golaço da diretoria do Flamengo. Precisamos de novas ideias. De sangue novo e 'diferente' no nosso futebol. Aprender sempre. O pentacampeonato de ontem não evita o 7 a 1 de hoje.

 
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