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5 de junho de 2017
Marcel Capretz bate na tecla de que clubes erram ao trocar de técnico ao primeiro enrosco

Quem acompanha meu trabalho sabe o quanto defendo permanência de treinador. Em apenas dez por cento das demissões o problema é realmente o técnico. Na esmagadora maioria dos casos, usa-se chavões para justificar a falta de conhecimento para a troca no comando técnico: é mais fácil trocar a comissão do que trinta jogadores, perdeu-se o vestiário, precisa-se criar um fato novo, etc, etc e etc. A saída de Dorival Júnior do Santos, após vinte e três meses de trabalho, expõe esses e outros conceitos pré-formulados que ainda norteiam os tomadores de decisão dos clubes brasileiros.

O Corinthians é o maior rival do Santos. Perder um clássico, sendo dominado por completo em um dos tempos, como foi no último sábado (3), teve um papel determinante para a saída de Dorival. A emoção entrou em cena com tudo após esse jogo. Pesou muito também não ter avançado nem até as semifinais do Paulistão, parando diante da Ponte Preta nas quartas. Só não se lembraram que a zaga titular do Santos no ano passado nem jogou ainda em 2017 (Gustavo Henrique e Luis Felipe estão machucados), Ricardo Oliveira não fez pré-temporada e os reforços ainda não se adaptaram. Fácil botar a culpa no treinador, não é?!

Reconheço que neste ano o Santos não é nem sombra do empolgante time que foi em 2015 e 2016. Dorival tem um modelo de jogo claro que sempre tirou o melhor de cada jogador do elenco. O jogo apoiado, com triangulações, ultrapassagens, mobilidade e penetrações existiu em poucos momentos neste ano.

Mas pensando de uma maneira macro: qual treinador pode chegar agora, em junho, e aperfeiçoar esse modelo? Ou haverá tempo de treinamento para um novo jeito de jogar ser aplicado? Como fazer, com jogos em todo meio e final de semana, um elenco que há dois anos joga de um jeito jogar de outro simplesmente na conversa? Perguntas que dirigentes não se fazem. Preferem jogar pra torcida e tomar medidas populares. O resultado que vier na sequência será mero acaso. Nunca fruto de planejamento.

Marcel Capretz é jornalista esportivo

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