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Mente aberta, professor!

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18 de agosto de 2017
Por Marcel Capretz

Jair Ventura é hoje um dos melhores técnicos do Brasil. E ele é realmente técnico e não apenas treinador de futebol. O seu Botafogo demonstra princípios de jogo muito bem executados como compactação defensiva e ofensiva, infiltração, profundidade, dentro outros. Fora isso, a equipe carioca demostra o mesmo padrão, independentemente de qual atleta joga.

Isso é puro mérito de quem comanda. Fazer quem não é titular manter a motivação e o entendimento do modelo de jogo é algo dificílimo. E Jair tem conseguido. Reconhecendo todos esses méritos, me causou estranheza a declaração recente do comandante botafoguense sendo contrário à vinda do colombiano Reinaldo Rueda ao Flamengo.

Basta uma breve passada de olhos no mapa do futebol mundial para vermos que os técnicos brasileiros têm espaço na terceira, talvez na segunda divisão global. Exportamos profissionais para o Oriente Médio, Japão, China e... só!

Na primeira divisão mundial tivemos em pouco mais de dez anos dois casos para serem esquecidos: Vanderlei Luxemburgo no Real Madri e Luis Felipe Scolari no Chelsea. Dois fracassos retumbantes!

A repulsa por novas ideias, novos profissionais, novas nacionalidades, expressadas por Jair Ventura é uma das explicações. Ao invés de profissionais de fora serem vistos como fonte de conhecimento e aprendizado e gerarem uma relação ganha-ganha de troca de experiências, eles são vistos como inimigos, "ladrões" de espaço.

Ter a mente aberta ao novo faz parte de todo sucesso profissional. Quantos técnicos brasileiros falam outro língua fluentemente? Quantos demonstram inteligência social suficiente para gerir um grupo com jogadores de quinze, vinte nacionalidades, como é o caso de grandes times europeus?

Reconheço que a profissão técnico de futebol precisa ser regulamentada no Brasil. Hoje qualquer pessoa pode treinar uma equipe profissional. Sem obrigatoriedade de nenhuma formação. Mas isso não pode ser usado como muleta para a acomodação e para a repulsa por profissionais de fora do país. O mercado vai selecionar os melhores. Os mais bem preparados. Independentemente da nacionalidade.

Marcel Capretz é comentarista esportivo
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