Jundiaqui
Jundiaqui

A tática no futebol não tem um fim nela mesma

Jundiaqui
24 de janeiro de 2019
Por Marcel Capretz

É comum hoje em dia ouvirmos algumas discussões, supostamente sobre tática, no futebol brasileiro se prendendo aos números envolvidos nos esquemas de jogo: o 1-5-4-1 seria defensivo demais ou o 1-4-2-4 super ofensivo - sim, coloco o primeiro "1" fazendo referência ao goleiro, por isso não fico espantado quando Jorge Sampaoli pede no Santos um arqueiro que saiba jogar com os pés. Acredito na ideia do 'futebol total': com a bola, todos atacam. Inclusive o goleiro. E sem a bola todos defendem. Incluindo o centroavante.

Amo tática, adoro estudá-la e quanto mais conheço e observo mais quero aprender. Sei, porém, que ela por si só não traz todas as respostas para os complexos problemas que um jogo de futebol apresenta. É claro que uma equipe com um jogo minimamente elaborado terá referências coletivas de ataque, defesa e transições. Mas haverá também decisões que serão novas, exclusivas dos jogadores, que poderão fazer a diferença para o cumprimento da lógica do jogo.

O que quero dizer aqui é que a análise deve ser muito mais ampla do que o esquema tático. Até porque ele é circunstancial. Uma equipe pode se defender com duas linhas de quatro e atacar com uma linha ofensiva de cinco jogadores, dependendo da altura que os laterais e os meias ocupam. E além disso, por conta das características únicas de cada jogador e da sinergia e elos de ligação que se formam, toda equipe terá suas características únicas. Ou alguém duvida que um 1-4-3-3 com Messi de falso 9 é diferente do mesmo 1-4-3-3 tendo Diego Costa como centroavante?

Não quero aqui tirar o peso da tática na análise. Pelo contrário. Colocar o óculos dos princípios e sub-princípios ofensivos e defensivos para tirar padrões de comportamento de um time são super válidos. Mas esse mesmo óculos precisa ser calibrado: se não abrirmos os nossos olhos para a complexidade de um jogo de futebol continuaremos míopes para entender porque uma equipe ou ganhou ou perdeu, mesmo usando esse óculos.

Marcel Capretz é jornalista esportivo
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Camaleão Eduardo Dussek toca sábado no Coreto

São mais de 40 anos de carreira deste artista que vem provando que o Mal de Parkinson não é maior do que seu talento

Tempus fugit

Por Cláudia Bergamasco

Tem Festa Junina na Praça do Coreto

Jundiaí coloca bandas de forró e outros ritmos nordestinos para animar a galera

Maxi Shopping te espera florido

Exposição até o domingo conta com cerca de 30 espécies de orquídeas, todas à venda
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.