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Um olhar sobre a Copa do Mundo

Jundiaqui
6 de julho de 2018
Por Guaraci Alvarenga

Estive, entre boas doses de whisky, numa interessante conversa com Getúlio Nogueira de Sá. O amigo acabou de retornar da Rússia, onde por 15 dias, junto com outros companheiros, assistiu a abertura de um dos maiores eventos esportivos que se conhece, a Copa do Mundo.

Este grande acontecimento, realizado de 4 em 4 anos, é disputadíssimo pelos maiores países, na animada esperança de sediá-lo. Daí a sua grande importância para o universo esportivo.

O jundiaiense chegou da sua quinta Copa. Diz que vai guardar dinheiro para ir para o Quatar, em 2022.

Não trouxe na bagagem boas impressões do país comunista. A população mais idosa pouca se importa com o evento. As ruas e praças públicas são vigiadas sobre qualquer manifestação, inclusive não se pode falar em voz alta. Não existem bares.

Anda-se muito para ir até uma estação de metrô, contou. "Numa delas, uma escada rolante leva mais de três minutos até atingir o páteo de embarque". Disse que o atual mandatário é tratado como um novo Czar, muito querido pela população. População que desconhece, ainda, as virtudes de uma democracia.

Encantou-se ao confirmar como a camisa brasileira é unanimidade entre todas as torcidas. Diz que ele, Pascoal Suenson, Vanoil, Vitor Roselis, Yenne e Nardinho vestiram a “canarinho” e foram para a Praça Vermelha. Foram tantas fotos e abraços, que sentiram uma forte emoção de serem brasileiros, fora de nosso País.

Observa que a Rússia não será a mesma depois da Copa. A sua juventude, que já fala o inglês, conheceu modernas construções, liberdade e a camaradagem das ruas e a alegria dos visitantes de como a vida deve ser levada.

Nos despedimos e, ao retornar para casa, rondou em minha mente um velho conceito de vida pública: beleza é fundamental.

Nossa grande febre nacional, pelo futebol, veio com o Maracanã. Há 60 anos, dois jundiaienses tiveram a ousadia de acalentar um grande sonho da cidade, em patrocinar os Jogos Abertos do interior. O prefeito era o engenheiro Vasco Venchiarutti e seu secretário, Nicolino de Luca. O nosso Bolão resiste ao tempo. A construção da praça de esportes pode não ter, e como não tem, a grandiosidade de um estádio de Copa do Mundo, mas por certo jamais perderá a majestade do marco inicial de nossa evolução esportiva.

Usar de forma inteligente, principalmente os recursos de impostos, estes somente em beneficio do povo, é deixar entrar os ventos da contemporaneidade pela porta de solução de nossos maiores problemas.

Embora vivamos tempos escuros de nossos maiores políticos, da vergonhosa roubalheira dos dirigentes esportivos, ainda resta, dentro de nossos corações, este profundo amor por um Brasil campeão.

Todos juntos, vamos lá, pra frente Brasil!

Guaraci Alvarenga é advogado
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