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Jundiaqui

 DIA MUNDIAL DA ÁGUA
22 de março de 2023

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

DAE responde perguntas que você gostaria de ter feito sobre água e esgoto de Jundiaí…

O 22 de março marca o Dia Mundial da Água e o JundiAqui quis saber: Jundiaí tem o que comemorar?

Com a ajuda de leitores(as), fizemos uma lista com dez perguntas para que o pessoal da DAE respondesse, entre eles seu diretor de Mananciais Martim Ribeiro.

O que acha do que eles dizem? Ah!, aproveite e faça uma reflexão: você e sua família fazem uso racional da água, ou seja, estão no time do consumo consciente?

Qual o custo da água/serviços de esgoto por metro cúbico em Jundiaí?

“A tarifa de água e esgoto em Jundiaí é regulamentada pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ), que determina o consumo mínimo de acordo com cada categoria de imóvel – residencial, comercial ou industrial.

A empresa conta, atualmente, com 112,4 mil unidades consumidoras. Entre estas, cerca de três mil famílias que integram o CADÚnico podem ser beneficiadas pela Tarifa Social, que prevê descontos de até 50% na tarifa.

As contas de água são compostas por tarifas de água tratada, coleta e afastamento, além do tratamento de esgoto. A taxa para as residências que possuem faixa de consumo de até 10 m³, por mês, é de R$ 74,45; já para as famílias cadastradas na Tarifa Residencial Social o valor é de R$ 37,24″.

Jundiaí oferece água/esgoto para quantos porcento de sua população total? Se fica abaixo de 100%, para chegar a esse patamar é preciso fazer o quê – e quando isso será uma realidade?

“Jundiaí atende 99,07% da cidade com redes de água e 98,23% com redes de esgoto, sendo que 100% do esgoto coletado passa por tratamento, o que faz o saneamento na cidade ser considerado universalizado. Ainda assim, a DAE realiza obras para levar redes de água e esgoto a regiões mais distantes, ainda não atendidas.

Apenas nos últimos dois anos, a DAE entregou redes de esgoto na região do Jardim Balsan, levando saneamento e qualidade de vida a mais de mil famílias, fez uma nova rede de esgoto na rua Bom Sucesso, no Jardim Fepasa, e atuou em bairros como Fazendinha e Bom Jardim.

Recentemente, a empresa concluiu as obras de implantação de dez quilômetros de infraestruturas de esgotamento sanitário, que vão atender 3,5 mil moradores do Castanho, Terra Nova e Santa Gertrudes. Neste momento, realiza obras nas regiões do Champirra, Rio Acima e Mato Dentro, a serem concluídas ainda em 2023″.

Quanto é o consumo médio de água por dia de cada habitante de Jundiaí? E esse consumo vem crescendo, caindo ou segue padrões de anos anteriores?

“Segundo a ABNT, cada pessoa consome, em média, 250 litros de água por dia. Em Jundiaí, a DAE fornece 1.800 litros de água por segundo à cidade, média que tem se mantido há alguns anos”.

Com esse grande volume de chuvas das últimas semanas, a represa voltou a sua capacidade total? Ou ainda cabe mais?

“A represa tem a capacidade de armazenar até 9,3 bilhões de litros de água. Em função das chuvas, desde os últimos dias dezembro, está em situação de extravasamento, passando os 100% da capacidade. Esta água a mais segue o caminho natural e desagua no rio Jundiaí, sendo usada para abastecimento em outras cidades”.

 

O jundiaiense desperdiça muita água? Como está o trabalho de conscientização do uso racional e também ações para evitar perdas, como troca de encanamentos antigos etc.? Os hidrômetros com mais de cinco anos já foram todos trocados na cidade?

“A DAE realiza campanhas permanentes de consumo consciente da água, cuja adesão por parte da população é alta. As campanhas utilizam a mídia e, ainda, chegam às escolas – apenas nos últimos dois anos, 50 mil gibis foram entregues a alunos da rede municipal de educação. Além disso, a DAE mantém programas como o Águas de Jundiaí, que promove visitas à sede da empresa e às estações de tratamento de água e esgoto.

Com relação às perdas de água, a DAE promove ações como o programa de Melhoria da Pressão, que visa adequar a pressão da água de acordo com as normas federais, a instalação de macromedidores nas regiões, ações de caça vazamento e troca de hidrômetros com mais de cinco anos de uso – o projeto é permanente e segue na cidade”.

E o trabalho de preservação de nascentes, como anda?

“A Diretoria de Mananciais da DAE realiza ações de fiscalização em áreas de manancial da cidade, além de participar de iniciativas como o Programa Nascentes Jundiaí, em parceria com a Unidade de Gestão do Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT).

O Programa tem como objetivo implantar ações de conservação e recuperação para a adequação ambiental de propriedades rurais em todo o município, em especial para a Bacia do rio Jundiaí Mirim, principal manancial de abastecimento público da cidade. Criado em 2017, até hoje, o Nascentes já atendeu 49 áreas, sendo que 45 estão em processo de restauração ecológica, com apenas uma aguardando início das ações ambientais no local.

Juntas, somam 40,33 hectares (430 mil m²) de áreas em processo de restauração florestal com plantios de árvores nativas da flora brasileira e demais ações de conservação”.

A água bruta de Jundiaí exige muitos processos de tratamento para ter a qualidade ideal ao consumo humano?

“A água bruta de Jundiaí é classe I, por isso, tem uma qualidade diferenciada de nossos mananciais. A DAE possui duas Estações de Tratamento de Água, localizadas nos bairros Anhangabaú e Eloy Chaves. Nas ETAs, há laboratórios de processo, para manter a qualidade do tratamento, que também é acompanhado pelo Laboratório de Controle de Qualidade, que realiza coletas, todo mês, em mais de 300 pontos espalhados pela cidade. Os dados são disponibilizados no site da DAE e podem ser conferidos no Relatório Anual de Qualidade da Água, enviado todo ano junto com a conta de água”.

Qual a importância de Serra do Japi e do rio Jundiaí para a água e para nossa população?

“A Serra do Japi é um raro remanescente de Mata Atlântica no país e abriga fauna e flora ricas. É um bioma essencial para Jundiaí, sob vários aspectos: é um laboratório vivo, sendo um importante espaço de aprendizagem ambiental para todas as idades, e tem um efeito climático ‘tamponador’, ou seja, seu relevo e vegetação reduzem a temperatura e aumentam a umidade do território municipal, amenizando o clima e proporcionando um aumento de pluviosidade.

O rio Jundiaí, por sua vez, além das questões históricas e contemplação, foi reclassificado como classe 3, graças a um trabalho que contou com a participação da DAE, desde a década de 1980. A reclassificação permite a utilização de suas águas para abastecimento da população”.

O Dia da Água, 22 de março, gera reflexão sobre o consumo desse bem natural?

“Sem dúvida. Sabidamente, a água é um recurso essencial à sobrevivência humana, bem como está presente em todas as atividades do dia a dia, comerciais, industriais e em nossos lares. Em outras palavras, a vida e a atividade humana não são suportadas sem água. Considero um desafio suprir a demanda crescente face a uma disponibilidade hídrica decrescente, por isso, é essencial que todos se envolvam. Cada gota conta. Esta é a proposta deste ano para o Dia Mundial da Água, destacar a importância da ação de cada um”.

Fotos: JundiAqui e Edu Gavioli/Colaboração
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