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 2 anos depois, jundiaiense segue entre os 11 desaparecidos de Brumadinho
23 de janeiro de 2021

2 anos depois, jundiaiense segue entre os 11 desaparecidos de Brumadinho

Luís Felipe Alves trabalhava para a Vale quando da tragédia que vitimou 259 pessoas em 25 de janeiro de 2019

O Brasil completa nesta segunda-feira (25) dois anos do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, que matou 259 pessoas e tem 11 outros desaparecidos sob a lama, entre eles um nascido em Jundiaí, o engenheiro Luís Felipe Alves, de 30 anos.

A jornalista aposentada Silvia Helena Ferraz Santos é uma das que ainda não pôde velar o filho, vítima deste que é um dos maiores acidentes de trabalho ampliado do mundo.

Foi em 25 de janeiro de 2019, às 12h28min, que o mundo desabou sobre sua cabeça junto com os 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro que desceram numa avalanche de lama que chegou a atingir 70km/h e destruiu tudo pela frente. O material saiu da Barragem I (B1), no Córrego do Feijão, uma das principais do complexo da mineradora Vale em Brumadinho.

Especialistas em mineração explicam que a estrutura não estava mais em atividade e servia para guardar toneladas de minério das minas do Feijão e da Jangada. Laudos periciais apontam que se tratava de uma bomba-relógio que poderia explodir a qualquer momento.

Diferentemente do que poderia se esperar, por questões de segurança de trabalho, logo abaixo da barragem ficava o centro administrativo da empresa – a onda de rejeitos atingiu o local em menos de um minuto.

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