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Colecionando figurinhas

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20 de março de 2018
Em tempos de álbum da Copa da Rússia 2018, Nelson Manzatto nos leva ao final dos anos 50: febre era a mesma

Nelson Manzatto 

Colecionar figurinhas não era coisa fácil! Principalmente quando os álbuns a serem preenchidos eram de jogadores e times de futebol. Final dos anos 1950 e início dos anos seguintes, figurinha carimbada e assinada eram coisas difíceis de encontrar. Por isso até hoje se ouve dizer que “fulano é figurinha carimbada...” Apesar de, agora, ter significado diferente, ou seja: parecido com “arroz de festa”, que está em todas...

Colecionar figurinhas era realmente interessante, empolgante. Mas em casa, quem fazia isso era meu irmão mais velho, o Ademir. Eu ficava na cola... Tentando descobrir quem tinha uma que faltava para preencher uma página ou até tentando ganhar.



“Bater bafo” era algo especial, diferente!!! Não era bom nisso, mas conhecia as “manhas” da brincadeira... Difícil é explicar pra quem não sabe o que era, mas vamos lá: no “bater bafo”, amontoa-se as figurinhas apostadas, com os personagens de rosto escondido, e com a palma da mão bate-se no monte. As figurinhas que virassem do outro lado, são ganhas pelo batedor.



Álbuns de jogadores tinham prêmios quando se enchia a página ou quando de conseguia uma figurinha carimbada ou assinada. E a gente sabia quais eram estas figurinhas... Numa roda de trocas, buscava-se as mais difíceis. Era comum trocar uma figurinha difícil, por dez, vinte, cinquenta das fáceis.

Me lembro que nunca conseguimos preencher um desses álbuns de jogadores e times de futebol, porque haviam figurinhas raras e que fizeram história.



CINEMA

Lembro ainda de quando foram lançadas as figurinhas sobre os filmes “Ben Hur” e “Os Dez Mandamentos”. Foram grandes sucessos na telona - tinham mais de quatro horas de duração! Por conta do tempo, os cinemas proporcionavam dez minutos de intervalo durante a exibição, para permitir um descanso ao público. Nem estes álbuns conseguimos preencher. Nos dois, me lembro, ficaram faltando uma figurinha cada. Percorremos bancas da cidade, escrevemos para a empresa responsável pela distribuição. Não conseguimos completar tais álbuns...

Mas era divertido colecionar figurinhas, principalmente se eram carimbadas. Assinadas, então, era motivo de festa!

Nelson Manzatto é jornalista e escritor

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