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Há 100 anos, eletrificação da linha punha Jundiaí nos trilhos da história

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13 de janeiro de 2022
Em janeiro de 1922 entrava em operação o trecho até Valinhos e depois seria esticado por todo o Interior

A Companhia Paulista de Estradas de Ferro marcou época por ser a primeira brasileira a contar com linha eletrificada para seus trens. Essa história surgiu em 1922 sob o comando do engenheiro Francisco Monlevade, a tempo das comemorações do centenário da Independência do Brasil. Ele estudou, dimensionou e realizou as obras do sistema que funcionou por quase 75 anos.

A primeira viagem experimental de um trem tracionado por uma locomotiva elétrica foi em 24 de outubro de 1921, entre Jundiaí e Louveira.

Os estudos para a eletrificação da ferrovia começaram em 1916. Seis anos depois foi inaugurada a primeira etapa de Jundiaí a Valinhos, que logo se estendeu até Campinas e dali ao longo das linhas de bitola larga da Cia Paulista até Rincão, em 1928. Já em 1954, atingiu a sua extensão máxima, alcançando Cabrália Paulista, na linha de Bauru.

Em 1995, a FEPASA, estatal que havia absorvido a Cia Paulista em 1971, decidiu colocar ponto final na eletrificação, com o argumento de que era técnica e economicamente inviável.

QUEM FOI

Francisco Paes Leme de Monlevade nasceu em 1861 e morreu em 1941, com seu túmulo no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí - Quadra 7.

Ele nasceu no Rio de Janeiro e se formou pela Escola de Ouro Preto (MG). Trabalhou em usinas metalúrgicas de Manchester, na Inglaterra, e no País de Gales, regressando ao Brasil para assumir funções de mestre das oficinas da Estrada de Ferro Central do Brasil.

Monlevade morava em Jundiaí quando inaugurou o primeiro trem elétrico da América do Sul, no dia 2 de julho de 1922. Outra contribuição significativa para o setor ferroviário foi sua participação na criação da Lei da Aposentadoria dos Ferroviários, assinada em 24 de janeiro de 1923, de autoria de Eloy Chaves.

Mudou-se para São Paulo em 1930, sendo nomeado secretário de viação e obras públicas do Estado de São Paulo. Quando morreu, em 1941, seu último pedido foi para ser enterrado em Jundiaí, num caixão da Cia. Paulista de Estrada de Ferro. Em Jundiaí, há uma rua com seu nome, na região central da cidade.



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