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Meus queridos professores

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14 de outubro de 2020
Por José Renato Nalini

O Dia do Professor enseja reminiscências. A revisita à memória e o percurso, cada vez menos claro, nos jardins que só a mim pertencem. No meu tempo, o pré era uma atividade lúdica. Não considerávamos as carinhosas pessoas que cuidavam de nós como professoras. Mesmo assim, lembro-me com carinho de D. Branca Paolielo Conde, da Irmã Josina e da Irmã Carmem, nos meus tempos de Educandário Nossa Senhora do Desterro.

Professora mesmo foi Irmã Otávia, no primeiro ano. Quando foi trocada pela Irmã Susana, fiquei temeroso. Diziam que ela era muito brava. Mas me apeguei a ela, assim como à Irmã Úrsula, que me presenteou com um crucifixo com o qual sua mãe falecera. A Irmã Flórida pediu a meu pai que o devolvesse. Ela trocaria por outro. Mas onde foi parar esse crucifixo? Reviramos a casa. Até o teto. Ele desapareceu.

No terceiro primário da Escola Paroquial Francisco Telles, Irmã Verona era eficiente e disciplinadora. No quarto ano, Irmã Zélia. Um dia minha mãe teve de ir a uma reunião e me perguntou: “Quem é sua professora?”. Eu respondi: “A irmã mais bonita!”.

No Divino Salvador, o querido Padre Paulo de Sá Gurgel, Padre Ditmar Graeter, Padre Angelo (Marcelino) Zanela, Padre Gabriel Contini, Padre Miguel Schlerdon. Mas também Durval Fornari, Daniel Hehl Cardoso, Wilson Minzon. Padre Mário Teixeira Gurgel, que brincava chamando os alunos de “jumentos”. Depois foi Bispo de Itabira, em Minas Gerais. Padre Damião Prentke, um artista genial e temperamental.

Tive um casal de professores muito simpáticos no cursinho “Akademos”, em Campinas. Incrível! Naquele tempo era preciso fazer cursinho para o vestibular de Direito. Hoje é diferente!

Na Faculdade tive excelentes mestres: Milton Segurado, figura inesquecível, João Roberto Martins, João Mendes, Jorge Luiz de Almeida, José Benedito Barreto Fonseca, Névio Arruda Guerreiro, Padre Narciso Vieira Ehrenberg, Djalma Negreiros Penteado, Hélio Quadros Arruda, João Severino Oliveira Peres, Benvindo Aires, Hélio Moraes Siqueira, Alberto Gomes da Rocha Azevedo, Romeu Santini, Walter Hoffman, Adib Casseb, Farid Casseb, Heitor Regina. Na pós-graduação, tudo devo a Manoel Gonçalves Ferreira Filho. E continuo sempre discípulo! Aprendendo sempre. A todos os meus queridos Mestres, estejam onde estiverem, Feliz Dia do Professor!

José Renato Nalini é presidente da Academia Paulista de Letras. Foto: Acervo Professor Maurício Ferreira/Sebo Jundiaí
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