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Atriz do primeiro beijo na TV deixou livro em Jundiaí

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19 de maio de 2017
Vida Alves esteve na cidade em 2014 para lançamento de biografia publicada pela Editora In House. Morreu 88 anos



José Arnaldo de Oliveira

A atriz Vida Alves, mineira de Itanhandu que morreu aos 88 anos de idade em janeiro de 2017, foi pioneira ao interpretar o primeiro beijo televisionado em 1951 na antiga TV Tupi. Ela deixou memórias publicadas pela editora In House e morou por alguns anos no antigo Grande Hotel, no centro histórico de Jundiaí.

O livro foi lançado em 2014 e chama-se “Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades”, que em 200 páginas registra memórias dos primórdios da televisão brasileira - seu surgimento, a criação dos primeiros grupos de comunicação televisivos e o início da teledramaturgia - com seriados, teleteatros e novelas não diárias, feitas ainda ao vivo.

O histórico beijo técnico foi encenado com Walter Foster na novela "Sua Vida Me Pertence". Mas a simpática Vida Alves também deu em 1963 o primeiro beijo gay da TV nacional. Foi mais sugestivo que efusivo e aconteceu, segundo a Folha de São Paulo, com a colega Geórgia Gomide (1937- 2011) como parte da novela gravada ao vivo em teatro chamada "A Calúnia".

Foram mais de 25 telenovelas, três filmes e um programa de rádio.

O lançamento de seu livro na cidade ocorreu em 6 de junho de 2014, na Biblioteca Pública (no Complexo Argos). Além de suas histórias, deram depoimentos para a obra artistas como Lima Duarte, Rolando Boldrim, Laura Cardoso e Eva Wilma entre outros, além de 150 imagens. O esforço do livro somou-se com sua luta como presidente do Museu da TV, que busca preservar os tempos pioneiros da televisão no Brasil.

Sobre o tal primeiro beijo, ela contou em 2001 ao portal G1 que o parceiro Walter Forster era também o diretor artístico da novela. “Ele explicou ao meu marido, numa visita à minha casa, como seria. Absolutamente marcado: tal postura, tal olhar, a boca ligeiramente aberta, me aproximo e fico uns segundinhos. Assim foi feito, sem ensaio, tudo ao vivo. Foi esteticamente bonito, romântico e simples", definiu.

Para a época, essa cena ao vivo depois tão comum na tevê não foi nem mesmo registrada em foto – talvez por algum tipo de autocensura do fotógrafo da emissora. Mas a luta de Vida Alves pela história dessa mídia rendeu uma homenagem a ela na novela "Um Só Coração" e uma biografia publicada pela Imprensa Oficial, chamada “Vida Alves: Sem Medo de Viver”.
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