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Balanço geral

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2 de novembro de 2018
Por Vera Vaia

Ufa! Acabou!

Se essas campanhas eleitorais tivessem durado mais um mês, não iam sobrar amizades, laços afetivos, palavras afáveis e nem mais um pingo de respeito entre os brasileiros, que se dividiram em Elenão, Elesim e Elesnemphodendo, nessa última eleição para presidente.

Nas redes sociais, teve pancadaria virtual entre amigos de longa data, entre inimigos de longa data, entre parentes, entre pessoas que nem se desconfiava de sua existência (algumas eram robôs, mesmo).

E o pior: todo mundo expôs o seu pior lado. O lado da intolerância com a opinião alheia, o lado boca suja, até mesmo em pessoas tidas como bem educadas.

Como frequentadora do twitter e do facebook, desde o começo da campanha, adotei uma tática para não cair nessa onda de ataques. Resolvi expressar minha opinião somente nas minhas postagens, sem meter a colher na dos outros.

Deixei claro, desde o começo, que nenhum dos dois candidatos levaria meu voto, por incompatibilidade de ideias. Nunca apoiei e nunca vou apoiar as extremas, porque ambas, apesar de antagônicas, convergem sempre na mesma linha comum de pensamento: “eu estou certo, e os outros estão errados”!

Como já dizia o velho e bom Aristóteles, a virtude está no meio! (Não confundir com o Centrão). Eu interpreto essa frase, como sendo o bom senso, a chave que liga a luz da razão.

E foi esse bom senso que faltou nessa brigaiada entre as torcidas.

Os defensores de Bolsonaro passaram o tempo todo justificando todas as frases infelizes do candidato, ao longo de sua carreira política. “Prefiro que meu filho morra de acidente, do que apareça com um bigodudo por aí”, (ah, era brincadeirinha!)“. “A Ditadura Militar não existiu”, “O único erro foi torturar e não matar”, (ah, mas ele tá certo!). “Qual a utilidade do pobre nesse país? Votar! Título de eleitor na mão e um diploma de burro no bolso pra votar no que tá aí”. (ah, mas isso foi em outra situação!)...

Só pra sermos justos, vamos imaginar que essas declarações, ou a do filho dele, de mencionar o fechamento do STF, tivessem partido do lado oposto. Seria uma deus-nos-acuda. E por favor não entendam isso como defesa do adversário petista. Eu quero mais que o PT se exploda (com F)!

Sobre Haddad, nem é necessário comentar o que passaram de pano pra ele, porque realmente quem vota no partido do Lula é um crédulo contumaz (ou conivente), que não é capaz de enxergar nem o óbvio contido nos calhamaços de provas vivas contra o chefe da facção. (Pelo menos era assim, só que nessa eleição inusitada, apareceu um novo tipo de eleitor do PT: o que votou no Haddad como forma de protesto ao concorrente).

Mas fora a falta de bom senso que provoca cegueira a ponto de não admitirem que seus candidatos não são santos (porque ninguém é), ainda partiram pra cima de quem não votava em nenhum dos dois.

Quem declarou seu voto nulo ou branco, foi apedrejado pelos fanáticos dos dois lados.

Pelos da direita, que jogavam a responsabilidade nas suas costas, argumentando que ele estava sendo cúmplice pela volta dos bandidos, além de colarem um adesivo de comunista na sua testa, claro!

E pelos fanáticos da esquerda, que usaram o argumento de que ele seria responsável pela volta da ditadura, caso Bolsonaro se elegesse, e ainda era tachado de torturador, homofóbico, racista, #@#&$@#...

Se perguntarem hoje como me sinto em relação a essa eleição, respondo: aliviada! É essa a palavra! Aliviada por saber que Lula não vai subir a rampa do palácio, aliviada por saber que Zedirceu não vai tomar o poder, aliviada por saber que a quadrilha está se desfazendo, e aliviada por não ter sido obrigada a votar no candidato, cujo santo, não bate com o meu.

No balanço geral, diante do que tínhamos, deu tudo certo!

Não torço contra o Brasil, pelo contrário, quero muito que isso funcione, apesar de não vestir a camisa 17.

E mesmo não sendo meu ídolo, podem ter certeza de que, toda vez que o jogador, dono dessa camisa, fizer um gol a favor do meu time, vou aplaudir calorosamente.

E se fizer gol contra, ou não jogar de acordo com as regras do jogo, mando meu sobrenome pra ele, com todas as minhas forças.

E é bom lembrar também que nem todos os brasileiros passaram procuração pro novo presidente, já que 30% dos eleitores ou não foram votar ou votaram em branco ou anularam seus votos. Isso significa que tem 42 milhões de pessoas que não estão satisfeitos com esse resultado.

Mas é o que temos para o momento, então vamo esperá e vê como fica issaí, talquei?

Vera Vaia é jornalista
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