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Cavalinho na chuva!

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9 de dezembro de 2017
Por Vera Vaia

Inconformado com a condenação de 9 anos e meio de prisão por causa do “tripec”, Lula apelou para a segunda instância tentando reverter o resultado. E mesmo sem saber se será condenado ou não (apesar de os trabalhos já terem sido concluídos no TRF4 de Porto Alegre, ainda não há data para o julgamento),  não tira seu cavalinho da chuva. Ainda essa semana afirmou: "vou ser candidato e vou ganhar as eleições".


Como pode ter tanta certeza? De onde tira essas conclusões? Da “confiança” que dele deposita na Justiça, ou do resultado das caravanas que tem feito por aí? 


Não me parece que alguma dessas alternativas possa garantir a sua frase.


É bem provável que ele seja condenado em segunda instância porque a primeira condenação foi feita sobre base sólida e documentada, então, adeus candidatura.


Também ele não pode ter certeza da vitória pelas amostragens de rua, dada a falta de quórum, cada vez mais comum nos eventos programados pelo partido.


Um dia desses foi hostilizado em Campos (RJ) por 200 pessoas que carregavam faixas com "Lula ladrão, seu lugar é na prisão", em letras garrafais.


Verdade que esse grupo era bolsonarista, e a manifestação seguiu queimando bandeiras e gritando o nome de Brilhante Ulstra (blergh). 


Esse nome ressurgiu na época do impeachment, quanto o deputado Jair Bolsonaro, agora candidato à presidência, foi ao microfone votar a favor da saída de Dilma: "sou favorável ao afastamento da presidenta, em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra". 


Para quem não sabe, esse sujeito era um coronel do exército, chefe do DOI-CODI (e quem passou pelas mãos dele, disse que doía mesmo, e muito) responsável pela repressão política na época da ditadura. Ele é, ou foi,  porque  já morreu, o primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador.


Naquela época se prendia qualquer um que não pensasse como militar. Prendiam o terroristas atuantes mas também os músicos, os escritores, os jornalistas, e todos os que simplesmente não concordavam com o regime. Quem foi preso, sofreu todo o tipo de tortura. E esse tal de Ulstra executava, com prazer, sua função de torturador. 


Mas esse foi só um parênteses, uma página infeliz da nossa história. 


Vamos voltar pros dias de hoje e tentar encontrar alguma página que nos traga uma boa notícia, ou, se não for boa, que ao menos nos faça rir um pouco.


Vou virando as páginas e encontro algumas notas que seriam engraçadas se não fossem trágicas. 


Vejo o Cabral dizendo pro juiz que ele não é igual ao Adhemar de Barros, o que “rouba mas faz”. Marcelo Bretas deve ter feito um enorme esforço pra não perguntar: então você só rouba?


Vejo também a família feliz Vieira Lima que rouba unida. Até dona Geddéia agora vai ter de usar tornozeleira eletrônica. Que coisa, dona! A senhora devia era ter ensinado aos seus filhos que roubar e não poder carregar é feio, e também que não se deve ser desleixado, isso sim! Onde já se viu largar aquelas malas de dinheiro no meio da sala?


E ainda virando as páginas, volto lá pra 2016 e me divirto com uma declaração do Lula: "Nem a volta de Jesus me impede de ser presidente em 2018".


Fica tranquilo, Lula! Mesmo que pudesse impedir, ele não deve voltar tão cedo. Parece que está renovando seu contrato com o Manchester City! 


Vera Vaia é jornalista

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