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Dê sentido à caminhada

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26 de novembro de 2019
Por José Renato Nalini

Um dos temas que absorvem a mente das pessoas lúcidas e sensíveis, neste século 21 que começou tão turbulento, é a falta de sentido existencial. Quebrados todos os paradigmas, relativizados todos os valores, a falência da Democracia Representativa pouco deixou ao ser humano para continuar a acreditar na Humanidade.

O resultado é a legião de zumbis que não sabe o que fazer, que não vê futuro nem perspectivas, que não se interessa por nada. Alvo fácil da droga, das sensações mais primárias e instintivas e destinada a morrer jovem.

Enquanto isso, há exemplares eloquentes de gente que assumiu o seu destino e deu sentido a ele. Com isso, ajudou o mundo a ficar melhor.

Um grupo dessas pessoas foi indicada pela revista "Nature", como aquelas que marcaram o meio científico em 2018. Como estímulo aos nossos moços que engrossam a geração “nem-nem-nem” (nem estudam, nem trabalham e não estão nem aí…) começo por mencionar Yuan Cao. Tem 21 anos e elaborou dois artigos científicos sobre o comportamento atípico do grafeno. Este material é composto por finas camadas atômicas de carbono e é considerado promissor para a 4ª Revolução Industrial. Aos 18 anos, Yuan Cao já estava formado pela Universidade de Ciências e Tecnologia da China e continuou os Estudos no MIT, o famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts. É ele um dos dez cientistas que mais chamaram a atenção do mundo em 2018.

Desde 2014, pesquisa no laboratório Pablo Jarillo-Herrero do MIT, onde os estudos sobre a mudança do comportamento do grafeno sob determinadas condições já aconteciam. Mas ele testou um experimento original. Expôs o grafeno a uma pequena corrente elétrica e congelou o material a 1,7º acima do zero absoluto. Nesse ambiente, o grafeno, que é normalmente condutor de eletricidade, tornou-se um isolador.

O jovem cientista demonstrou que, com um pequeno ajuste no campo, as finas camadas de carbono sofreram outra metamorfose. Viraram supercondutoras, com a eletricidade a fluir sem qualquer resistência. É um campo importantíssimo para a física. Acredita-se que o grafeno tenha potencial revolucionário para a eletrônica. Aqui em São Paulo, o Mackenzie, com o aporte da FAPESP, já há alguns anos explora o elemento.

Garanto que há alguns brasileiros que, incentivados, fariam da ciência a sua opção de vida. Já temos excesso de profissionais que nada criam, mas que apenas fomentam a discórdia, a dissídia, impulsionam a beligerância. Quanto bem faria ao Brasil se incentivássemos o estudo de ciências duras e mostrássemos aos jovens que a tecnologia é que está a conduzir o mundo? Quanto às ciências humanas, elas têm mergulhado na mediocridade e se repetido sem qualquer inovação ou criatividade. Isso explica porque o Brasil está assim. Na rabeira do mundo.

Não faça parte desse contingente de medíocres. Dê sentido à sua caminhada. Estude matemática, física, química, biologia e as demais ciências exatas. É disso que o seu país precisa.

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente da UNINOVE, conferencista e parecerista e Presidente da Academia Paulista de Letras.
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