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Despacito, por favor

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22 de agosto de 2017
Por José Arnaldo de Oliveira

Existe pelo menos um motivo óbvio para o sucesso da música do porto-riquenho Luis Fonsi entre os brasileiros, além do seu ritmo contagiante. Como sabe qualquer pessoa que esteve nos países vizinhos destas veias da América Latina, essa é uma das palavras mais importantes para a comunicação em portunhol.

Todos pensamos que os idiomas são quase iguais até se encontrar uma conversa em Buenos Aires, Bogotá, Santiago ou Quito e não entender bulhufas das gírias ou frases ditas em alta velocidade pelos nativos ou nativas. E, eureka, começam a falar mais devagar e nos entendemos. Se dividirmos uma dose de tequila, então, conseguimos entender como verdadeiros hermanos. Outra situação, talvez um pouco menos comum, é no campo de um namoro ou um caso com uma garota dos países vizinhos. Os mais apressadinhos certamente ouviram essa palavra (“Despacito!”) como um guia sobre o ritmo da aproximação. Sei que talvez o mesmo ocorra no campo homoafetivo, mas aquele é o sentido mais perto da própria canção.

De qualquer maneira, o mundo está tão cheio de excesso de informação, da ansiedade das pessoas, de pressa em reformas políticas equivocadas, da velocidade dos dias e meses, da falta do minuto para o bom dia, que torna o próprio sentido da palavra mais amplo do que apenas a malemolência animada da canção original.

Para o carro que desrespeita o limite de velocidade, para o juiz que abusa da concessão de benefícios para as elites, para o deputado que beneficiou o parceiro em troca de emendas ou de brindes, para o desmatador que prepara a liberação de nova destruição, para o fanático que agride o seguidor de outra crença, para a sensação de que não vai haver uma saída.
Para tudo isso e mais um pouco, a palavra forte é essa. Despacito.


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