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Espanha, Brasil e Alemanha fora das quartas-de-final?

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20 de junho de 2018
Por José Arnaldo de Oliveira

A Suíça pode depender do juiz no futebol como o Brasil depende dele na política. Mas o que aconteceria se a Copa do Mundo fosse decidida pela qualidade da democracia direta de cada nação é um artigo instigante deles.

As 32 seleções que disputam o torneio na Rússia possuem méritos muito diferentes nesse assunto, onde a decisão é feita por eleições livres e justas, por um estado de direito e por formas abrangentes de democracia participativa e direta. Mas continuaria sendo definida nos oito grupos atuais para um “playoff” posterior com 16 seleções.

GRUPO A: A bela e as feras

O Uruguai tem sido um praticante pioneiro e de longa data de democracia direta desde o início do século XX. Mas quem ganha o segundo lugar? A Rússia distante de democrática, como um aceno ao bem redigido e pouco usado referendo soviético, deixando fora países ainda menos democráticos de Egito e Arábia Saudita.

GRUPO B: concurso regional com convidado

Dos três países vizinhos, batalham aqui Portugal e sua forte tradição democrática, Espanha, com uma democracia crescentemente direta mas maculada pelo referendo problemático da Catalunha, e Marrocos, que ainda procura construir algumas ferramentas democráticas. O Irã é um quarto lugar distante.

GRUPO C: luta globalista de monarquistas e republicanos

O antigo Reino da Dinamarca, que abraçou a participação, ganha o grupo enquanto a Austrália muito democrática, mas um tanto ambivalente sobre a democracia direta, toma o segundo lugar. A França, com o seu compromisso com o republicanismo imperial, é um terceiro e o Peru, apesar de uma história de “recall” de prefeitos, acaba por último.

GRUPO D: Vikings, avante

Mais uma vez a história democrática da Islândia e os esforços para desenvolver uma Constituição altamente participativa ensinam algumas lições aos concorrentes da Europa, América do Sul e África. A Argentina, com forte infraestrutura eleitoral, agarra o segundo lugar. Ficam fora Croácia e Nigéria.

GRUPO E: ganhar como relógio

O Brasil foi um dos favoritos para o seu pioneiro orçamento participativo, mas o país perdeu a sua vantagem democrática. Assim, a democracia mais robusta da Costa Rica bate-o para fora pelo segundo lugar. Suíça, a mais experiente democracia direta do mundo, domina o campo. Também fica fora a Sérvia.

GRUPO F: o grupo da morte

É o grupo mais competitivo deste torneio e vai ser liderado pelo país de Angela Merkel, que tem visto a propagação robusta da democracia direta para todos os 16 Estados ao longo dos últimos 30 anos. O México, com fortes processos participativos que agora estão sendo usados, particularmente em questões ambientais, bate por pouco dois países que têm avançado suas democracias, a Suécia e a Coréia do Sul.

GRUPO G: a primavera árabe

O menino prodígio da Tunísia, a única democracia ainda resultante a partir da primavera árabe, teve suas lutas mas o seu progresso inconfundível na construção de uma nova democracia, incluindo com a participação local robusta, deu-lhe a vitória neste grupo mais que tem duas monarquias europeias e a nação anfitriã de um importante canal inter-oceânico. O segundo lugar fica com a Bélgica, deixando de fora Inglaterra e Panamá.

GRUPO H: primeiro um prêmio Nobel, então a Copa

O tratado de paz dessa Copa vai para a Colômbia, seguida por pouco pelo Japão sobre duas outras democracias eleitorais com tendências autocráticas que são Polônia e Senegal.

A RODADA DOS PLAYOFFS: QUARTAS DE FINAL

Esta rodada de 16 seleções vê vitórias claras (Portugal sobre a Rússia, e da Suíça sobre o México), mas também as derrotas de surpresa para grandes democracias como a Alemanha (que é despejado pela muito democrática Costa Rica) e Austrália (que perde para a Islândia).

Nas quartas-de-final, a Argentina é espancada pelo vizinho campeão de democracia direta Uruguai. A Islândia derrota Portugal, a Costa Rica derruba a Colômbia menos desenvolvida democraticamente, e a Suíça vence uma Tunísia teimosamente democrática.

Nas semifinais, o Uruguai elimina os vikings da Islândia em um combate duro em São Petersburgo, enquanto a Suíça testa o terreno no estádio principal do campeonato, com 81 mil lugares, em uma clara vitória sobre a Costa Rica.

Isso estabelece uma final em Moscou entre o Uruguai, o grande pequeno país direto-democrático das Américas, e seu homólogo europeu, a Suíça.
É um jogo apertado. Ambos os países ostentam direitos e práticas democráticas abrangentes participativas e diretas, e eles marcam dois gols cada, empurrando o relógio em tempo extra. Mas a linha de frente de cidadãos da Suíça dá a esse país o objetivo de ouro.

"No final, a nossa maior experiência com iniciativas e referendos fez a diferença", diz um dos jogadores suíços, um cidadão nascido na Albânia e agora Holding, com dupla cidadania.

Essa brincadeira política foi elaborada por Joe Mathews, colunista na Califórnia e editor de inovação do Zócalo Praça Pública, em Los Angeles, e co-presidente do Fórum Global sobre a Democracia Direta Moderna. E por Bruno Kaufmann é correspondente de democracia global da Swissinfo, além de ter sido repórter esportivo cobrindo a Copa do Mundo de 1986 no México. Ambos estão envolvidos no fórum sobre o assunto marcado para Roma em setembro deste ano (saiba mais).
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