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O mel vai acabar

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16 de março de 2019
Por José Renato Nalini

Mel é produto natural resultante do trabalho das abelhas. O ser humano é incapaz de fabricar mel. E tende a ficar sem mel. Porque está matando as abelhas.

Nas últimas décadas, caiu assustadoramente o número de abelhas, por causa do uso de pesticidas. Os agrotóxicos que “não trazem dano” à saúde, conforme atestam cientistas contratados pelos que fazem o lavrador usá-los, elimina as abelhas. Mau sinal!

A agricultura agressiva e intensiva não respeita a natureza. Remove ervas floridas, cercas vivas e arbustos, tudo para fazer com que a lavoura produza mais. A abelha perde seu habitat. Ela precisa de flores para produzir mel.

O ser humano é insensível e acha que pode acabar impunemente com elos da cadeia vital, sem colher consequências. A China viu praticamente desaparecer as suas colmeias. Os plantadores de maçã e pera precisam substituir as abelhas e recolhem manualmente o pólen, para leva-lo de árvore em árvore.

A China já registra um precedente. Acabou com as andorinhas, há muito tempo atrás, acreditando que elas comiam o arroz. Na primeira colheita sem andorinhas, a peste dizimou as plantações. As andorinhas, na verdade, comiam aqueles pequenos insetos e mantinham o arrozal intacto para alimentar os bilhões de chineses.

A Califórnia já perdeu suas abelhas. E o Brasil perde as suas. Onde está havendo plantio intenso de árvores com flores, em lugar de soja e cana, para que as abelhas tenham como subsistir?

A abelha é o inseto mais essencial para a vida do planeta. Quando elas estão presentes, atestam que ainda há esperança para a natureza do Planeta. Quando morrem, estão nos avisando de que a próxima espécie a desaparecer é a do desalmado ser humano. Que gosta de mel, que não sabe fazer mel, mas que continua a matar o serzinho responsável pela polinização de um terço das safras alimentícias do planeta.

Quem tem colmeias encontrou um novo ramo de negócios: alugar colmeias, arrenda-las, para suprir a falta nos lugares em que o bicho-homem já dizimou as abelhas nativas. E você? Está ajudando a salvar a abelha ou isso não é obrigação sua?

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Ambiental”, 4ª ed, RT-Thomson Reuters.
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