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Um plus qualitativo

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9 de julho de 2019
Por José Renato Nalini

A educação continuada e permanente é uma exigência contemporânea. Quem para não apenas estaciona: regride. Anda para trás. E isso é imperdoável na era da 4ª Revolução Industrial.

Por isso a relevância de se estudar muito e desde criança. A primeira infância é a fase mais propícia ao aprendizado de um outro idioma. E qual deles merecerá a preferência dos pais? É óbvio que dominar várias línguas seria o ideal. Mas para facilitar o contato com o restante do planeta, cada dia mais próximo e menor, o inglês é fundamental. O inglês é o esperanto do século XXI. A linguagem universal, que permitirá corrigir a maléfica e angustiante consequência da Torre de Babel.

E qual a importância de se dominar o inglês? Para efeitos práticos, é o que propiciará a qualquer jovem estudar numa Universidade americana.

Aquilo que era reservado a poucos no passado, agora é oportunidade aberta a todos. Mas a todos os que realmente quiserem se esforçar para isso. Infelizmente, não se compara o nível do aprendizado nos Estados Unidos com o nosso. Aqui, infelizmente, a universidade pública tornou-se um laboratório de experiências políticas, ideológicas, de manifestações, de greves, de performances e de instalações. Quantos dias letivos são efetivamente aproveitados pelo alunado? O que se faz em termos de pesquisa e de extensão?

Para entrar numa Universidade norte-americana, é preciso não apenas ter excelentes notas no fundamental e no ensino médio. O mais importante hoje é o desempenho naquelas habilidades que o Brasil demora para levar a sério: as competências socioemocionais. Empatia, capacidade de se entrosar em ambientes diversos, talento para fazer amigos, trabalho voluntário, criatividade, empreendedorismo. Desempenho para se adaptar a novos desafios, flexibilidade, sensibilidade e compaixão.

O ensino público nos Estados Unidos não é gratuito. O custo por ano para um aluno é de cerca de trinta mil dólares. Quem conseguir bolsa de estudos poderá pagar menos, algo em torno de dezoito mil dólares por ano.

Ainda são poucos os brasileiros que têm o privilégio de cursar uma Universidade na terra de Tio Sam. Mas ali se estuda mesmo. Não há greve, não há paralisação, não há manifestação, não há movimento que não seja a pesquisa na biblioteca ou nos laboratórios, o estudo em grupo ou sozinho, a seriedade que garantirá êxito em qualquer profissão ou atividade.

Outra opção é estudar no Canadá. Cerca de trinta mil brasileiros estão lá, em várias Universidades. E o único problema enfrentado pelas autoridades canadenses é que poucos desses estudantes querem voltar. A vida em segurança, com seriedade e cobrança, com perspectivas de sucesso pessoal e profissional é algo que vai sopesar na hora de pensar em retorno a uma Pátria que tem catorze milhões de desempregados e mata sessenta e três mil jovens por ano.

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT-Thomson Reuters
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