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Às vésperas dos 90 anos, Walter Lourenção é a voz de Jundiaí na Cultura

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18 de março de 2019
Formado em Filosofia pela USP, maestro comanda desde os anos 80 programa de rádio sobre ópera

Walter Lourenção, nascido em Jundiaí em 1929, é personagem marcante da história do rádio. É ele quem seleciona o repertório de óperas e as apresenta na Rádio Cultura FM, desde meados dos anos 1980, no programa "Café Musical".

O maestro foi diretor artístico do Masp e regente no Teatro Municipal de São Paulo. Tem ainda ligação com o cinema e se destacou como educador na Capital. Em Jundiaí, regeu pela última vez, isso em 1998, a Sinfônica Cultura no Teatro Polytheama, em concerto que rememorou a Semana de Arte Moderna de 1922.

Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, especializou-se em Estética e História da Filosofia Moderna. Durante décadas foi professor no Colégio Dante Alighieri e no Liceu Pasteur. Ensinou História da Música na Pró-Arte e no Curso Internacional de Curitiba e de Teresópolis.

Lourenção atuou também intensamente como conferencista do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro. As suas atividades em pról da difusão cultural ítalo-brasileira foi reconhecida pelo prêmio "Presença da Itália no Brasil".

Nascido em Jundiaí, começou a se interessar por música ao ouvir bandas no coreto do Centro. Começou como regente de coral e depois partiu para grupos instrumentais. Por 27 anos foi regente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Foi o criador da Orquestra de Câmara do Masp.

Lourenção é também idealizador do "Sinfonia Empresarial" e do "Sinfonia Educar", trabalhos em que relaciona a meticulosidade, a metodologia, o cuidado e a sensibilidade musical de uma orquestra com as atividades de uma empresa ou de uma sala de aula, incentivando a interação e a criatividade.

COM VANDRÉ

O maestro jundiaiense também fez cinema. Dirigido por Roberto Santos, o filme "A Hora e Vez de Augusto Matraga" teve a trilha sonora assinada por Geraldo Vandré e com Lourenção fazendo a regência do coral.

O longa foi o representante do Brasil no Festival de Cannes em 1966 e, no Festival de Brasília, levou os prêmios de melhor direção, ator (Leonardo Villar), roteiro e música.
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Por Vivaldo José Breternitz
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