Jundiaqui
Jundiaqui

Flávio Ceolin

Jundiaqui
1 de setembro de 2017
Guaraci Alvarenga escreve sobre a morte, dia 28, do ex-vereador e vice-prefeito, que presidiu a Associação Agrícola

Morreu Flavio Ceolin. Era uma figura admirável. A cidade perdeu um dos seus mais destacados homens públicos.

Gostemos ou não do Flavio, todos reconhecemos nele um homem de sucesso. E de todos os homens de sucesso, no cenário de falta de sinceridade da maioria dos políticos, ele conseguiu se impor aos aliados e adversários como homem transparente e cordial.

Foi vereador, ex-prefeito, homem forte no campo e presidente da Associação Agrícola de Jundiaí.

É lembrado pelos seus ex-parceiros como o maior entusiasta na organização da Festa da Uva. Ninguém jamais pode esquecer.

Na administração pública, o difícil é o dia seguinte. As glórias do mandato são realmente passageiras. Você deixa o cargo e as portas não mais se abrem, as reverências ficam de lado, o telefone não toca e “os bons amigos” de repente desaparecem. Tenho certeza, no termo de sua estrada, com sua partida, que o querido Flavio está sendo reconhecido pela maioria dos jundiaienses como um homem de bem.

Flavio não se tornou apenas herdeiro de sangue do seu pai, um grande agricultor. Herdou também o peso de sua integridade e de carinhosa filantropia.

Sua morte aconteceu, mas o comportamento do homem Flavio é um dos melhores exemplos de como deve se portar os atingidos pela doença. Seu permanente bom humor merece destaque - continuou na ativa, não sentou no meio fio para reclamar da vida.

Procurou sempre atender aos mais humildes, a população mais carente, que mais necessitava de sua assistência. Marca de quem cultiva a generosidade como quem reconhece o seu valor intrínseco, com requintes de sensibilidade. Foi um homem em pleno exercício de sua condição humana.

Com sua partida, fica-nos a lembrança do pai exemplar, do marido companheiro, do político de sucesso, do advogado consensual e do agricultor amante da terra. Os íntimos perderam um excelente amigo.
Foi fiel ao seu estilo e a sua vontade. Assim quis da vida e tenho certeza que não se arrependeu.

Partiu e com ela parte da história desta cidade por onde registrou seu nome com excelência. Nós vamos sentir sua falta.

À sua bela família e a todos os seus familiares, gostaria de dirigir os nossos sentimentos e acredito que a maioria da população jundiaiense gostaria de fazer o mesmo.

Guaraci Alvarenga é advogado

Nota da redação: Nascido em 08 de janeiro de 1936, em Jundiaí, foi casado com Sílvia Gáspari Ceolin e tinha três filhas. Morava no bairro dos Fernandes. Advogado, foi Vereador na 4ª. Legislatura (1960-1963), pelo Partido Liberal; vice-prefeito na gestão de Íbis Cruz, no início da década de 70; e ocupou a presidência da Associação Agrícola de Jundiaí. Faleceu em 28 de agosto de 2017.

 
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Márcio Miguel vem com três shows pra você curtir em Jundiaí

As dicas são Frejat no Sesc, Tiago Iorc no Polytheama e Sambô + Banda Eva no CJ

‘Bebendo pontos, ou a arte de ser tratado como otário’

Por Tiago Ribeiro

O chofer do carro verde

Nelson Manzatto passeia pela Jundiaí dentro de um Chevrolet dos anos 1950, um carrão bem chamativo

A música de nupcias espalha emoção

Orquestras dão show durante a Feira Noivas e Festas do Maxi Shopping
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.