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Lembram da Jovem Banda? É centenário da Banda União Brasileira…

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7 de julho de 2018
Por José Arnaldo de Oliveira

Em 1918, quando o antigo bairro Pito Aceso iniciava o parque industrial que seria conhecido como Vila Arens do outro lado do rio Guapeva e o comércio crescia com o consumo dos produtos da também crescente lavoura da cidade, a vida social, cultural e artística da cidade ganhava novo elemento.

Muita gente agora pode lembrar dos eventos dos anos oitenta no salão da Jovem Banda, na avenida Dr. Cavalcanti (em frente à Turbaína), ou da cancha de bocha na rua Barão do Rio Branco. Mas a Sociedade Musical e Recreativa União Brasileira surgiu como Corporação Musical Ítalo-Brasileira, no dia 13 de maio de 1918.

Para fora, um de seus pontos altos foi tocar ao vivo para o país na Rádio Tupi, de São Paulo, em concertos de 1941 e 1943 que tiveram a presença inclusive do lendário Assis Chateubriand. E com composições próprias como a sinfonia União Brasileira e a valsa Coração Bondoso, todas de Frederico Nano ou a rapsódia Exposição Musical, de Francisco Farina, ao lado de clássicos de Carlos Gomes, Richard Wagner e outros.

A data lembra a passagem de uma época áurea das bandas na cidade, uma herança ainda mantida pela Banda São João Batista. Eram nomes como a Banda Paulista, de um lado, e a Orquestra Universal ou a Orquestra City Swing, de outro, assunto já explorado em seminários do patrimônio na cidade.

No caso da União Brasileira (a antiga Ítalo), os fundadores foram Henrique Pelliciari, Arthur Pelliciari, Arthur Vasques, Frederico Nano, Adelino de Lima, Sylvio Candello, Salvador Maringoni, Pedro Murachini, Horácio Miqueletti, José de Lima, Romualdo Villar, Tito Capato, Attilio Silvestroni, Romualdo Mosca, Angelo Ferracini, José Caldo e Braz Felizola. A lista de colaboradores é muito extensa, como registrado na “Revista do Museu” de 1968.

A mudança de nome, em 1938, aconteceu devido à Segunda Guerra Mundial quando nomes italianos, alemães ou japoneses tiveram que ser alterados (o mesmo aconteceu com a Fratellanza Italiana, que mudou para Casa de Saúde “Dr. Domingos Anastácio”).

Não é muito fácil imaginar, nestes tempos de som instantâneo no celular, um tempo anterior mesmo ao rádio, onde para conhecer uma canção era preciso ouvi-la ao vivo, como no caso dos sambas – ou saber ler uma partitura, como no caso das bandas. A importância dos músicos, sempre essenciais, tinha ainda esse papel de difusão.

Além da coincidência do lançamento no Dia da Abolição, de 1918, o gosto por datas simbólicas se repetiu na inauguração da primeira sede da entidade em 1927 – o Dia da Independência. A banda seguiu ativa até perto do final do século 20. Entretanto o seu salão de bailes, que marcou a vida de tantos veteranos nos anos oitenta, é hoje espaço de uma de tantas seitas.

O legado musical, entretanto, ainda está no ar. Das proximidades dessas histórias é possível ainda avistas, em alguns pontos deixados por enormes prédios, a torre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição onde arcanjos (esculpidos pelo genial artista do cimento África, outra lenda local) parecem tocar em seus trompetes uma inspirada canção. Como as bandas de outrora e do presente.
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