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Jundiaí inverte proporção de empregos de alta tecnologia

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1 de outubro de 2018
Por José Arnaldo de Oliveira

Um estudo elaborado neste ano para a Prefeitura de Jundiaí na UGDECT (Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia) mostra que entre 2000 e 2016 os empregos industriais em setores de alta intensidade tecnológica passaram de 3.449 para 15.099, em um salto de 338%.

Nos setor chamado de média alta passou de 848 para 2.176 e no de média baixa de 13.519 para 13.441. Enquanto isso, nos setores de baixa intensidade os empregos diminuíram de 11.625 para 10.094.

No total, o crescimento bruto dos empregos industriais em 15 anos foi de 38%. A análise, divulgada neste ano, usou dados disponíveis da base RAIS, do Ministério do Trabalho – que coincidem com o final da gestão anterior mas retrocedem bastante no tempo.

No ano 2000, o percentual dos empregos no setor chamado de alta intensidade tecnológica em Jundiaí era de 11,7%, enquanto na região administrativa de Campinas era de 24,8% e no Estado de São Paulo de 25,3%.

Surpreendentemente, em 2016 o município saltou para 37% enquanto a região de Campinas ficou em 30,3% e o Estado ficou estagnado em 25,9%.

A classificação desse setor de alta intensidade tecnológica reúne, no caso local, indústrias de áreas como automotiva, informática, máquinas, equipamentos elétricos, eletrônicos e equipamentos de instrumentação.

O número de empregos industriais não significa que seja formado apenas por moradores de Jundiaí – milhares de pessoas viajam diariamente de cidades da região. Mas aponta a tendência na economia – e possibilidades para o incremento de inovação.

Na classificação usada no estudo pelo economista José Roberto Pellizer, a sintonia com as tendências mundiais abrange não apenas a adoção de sistemas ciber-físicos de produção e inteligência chamada de “indústria 4.0” mas também em outros setores como comércio, serviços e agronegócios e por isso sendo usado localmente o conceito de “economia 4.0”.

Na base conceitual está também o economista Joseph Schumpeter (1883-1950), que apontou a ligação entre desenvolvimento e capacidade de uso de inovações tecnológicas no processo que chamou de “destruição criadora”.

O princípio foi depois modernizado para a necessidade da cooperação entre empresas, governos e universidades. A metodologia, segundo registra o autor foi inspirada por modelo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

José Arnaldo de Oliveira é jornalista
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