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O meu amor

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23 de setembro de 2018
Por Kelly Galbieri

O meu amor tem um jeito todo que é só seu. E que eu demorei a compreender, aceitar e amar.

Às vezes nos damos conta do quanto amamos uma pessoa das mais diferentes formas possíveis, nas mais diferentes ocasiões.

Explico: há mais de sete anos sei que amo o meu amor. Amo e amo muito.
Mas o dia a dia faz com que apenas saiba que este amo está aqui. E quando vejo sua dedicação, seu companheirismo, sua lealdade, sua paternidade, tenho certeza que Deus foi muito generoso comigo, me dando a chance de poder conviver e aprender com este homem.

Como exemplo tenho este simples e belo ato. Esta semana nosso cachorro Paçoca esteve doente e precisou tomar alguns comprimidos para conter as dores. Mas quem seria o ser humano corajoso para dar a medicação ao maltês de quatro quilos mega nervosinho? Só sua mãe Isabella. E quem mais? O meu amor. Os dois ficaram quase meia hora mimando o bichano, conversando, acalmando-o, como pai e filha. Uma cena linda de se ver. Principalmente para minha filha que perdeu seu pai biológico aos 9 anos de idade. Poder contar com este novo pai, superpai desde os seus quinze anos de idade, fez toda a diferença em seu caráter e sua formação.

Outra situação que me encantou foi o companheirismo que vivi novamente neste fatídico mês de setembro. Como vivi no ano passado, este ano a população (entenda-se uma pequena parte da população jundiaiense), aquela que não aceita a comunidade LGBT como formada por pessoas passíveis de direitos, começou a criticar o meu trabalho, questionar a necessidade de criação de políticas públicas para este grupo, enfim, “o de sempre”. E eu até que estava lidando bem com isso. Até que algumas feridas são tocadas de maneiras tão profundas que me arrasam. E então este homem aparece como um touro, como um monstro, como um anjo doce.
Uma dicotomia, para ser sincera; que ao mesmo tempo que ele ataca os meus agressores, me defende de tudo, protege de todos e ainda me acalma, me faz rir, me nina, me acalenta... e as coisas vão ficando mais leves... menores.

Acho que devolvo tão pouco. Acho que me pede tão pouco. Preciso me policiar mais. Ele merece mais.

Além de ser meu melhor ouvinte, meu melhor amigo, meu amante, meu namorado, o melhor pai que poderia ter encontrado para substituir o da minhas filhas, é sem dúvida o homem que quero ter ao meu lado para o resto da vida.

Obrigada Paulo Sérgio Martins, por ser esta pessoa tão especial para mim, para minhas filhas, para os seus filhos, para minha família, para a sua irmã, seus sobrinhos, nossos amigos e todos os jundiaienses!

Amo você! E não é pouco! É muito!

Kelly Galbieri é advogada
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