Poliglota canta na praça
A praça Quintino Bocaiúva, na Vila Arens, se tornou palco de apresentações para o cantor José Roberto Ramos, apelidado de Poliglota.
Ele, que já foi taxista, toda terça-feira e sábado faz apresentações musicais, resgatando sucessos de Roberto Carlos e outros da Jovem Guarda e também de Frank Sinatra, Charles Aznavour, Pepino Di Capri e outros.

Ele passa o chapéu em busca de gorjetas, que ganha “só de vez em quando”, mas não desiste de fazer o que mais gosta: cantar e tocar violão em público.
Sentado no banco da pracinha, Poliglota usa uma caixa de som com microfone e confere letras em uma pasta com centenas de canções nacionais e internacionais, aceitando pedidos dos ouvintes.

Ele conta que fala um pouco e entende bem quatro idiomas além do português, em especial o inglês e o espanhol, mas que se vira bem quando precisa cantar em francês ou italiano.
Aos 60 anos, recorda que toca violão e canta desde os 12, que teve o pai como professor e com quem chegou a formar dupla. Nascido em Sabáudia, no Paraná, é filho dos saudosos José Ramos Netto e Sebastiana Gomes Ramos.
Poliglota é verbete da “JundiPédia”, a enciclopédia de Jundiaí feita por Celso de Paula. Ali consta que ele foi gerente de um hotel por dez anos, onde conviveu com muitos turistas estrangeiros e aperfeiçoou a pronúncia dos idiomas. Um orgulho foi já ter cantado para uma amiga de Sinatra, que o elogiou.

Já tocou no Paineiras Shopping, Clube Jundiaiense e tem participação no CD “Terça Nobre”.
Para ele, usando letra de canção famosa de Milton Nascimento e Fernando Brant, “todo artista tem que ir aonde o povo está”.
