1º iMax brasileiro é made in Jundiaí
De um estúdio em Jundiaí, o Abdala Brothers, saiu o primeiro iMax do país, produzido pelos irmãos André e Salomão Abdala. Estreou nas salas de cinema dia 30 de abril o documentário imersivo “2DIE4: 24 Horas no Limite”.
Em formato de altíssima resolução, usa telas gigantescas, projetores especiais e sistemas de som surround avançados para, de dentro do cockpit, trazer ao público a sensação real de velocidade e também toda a tensão da corrida do piloto brasiliense Felipe Nasr, em Le Mans, na França.
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Isabela Thurmann escreveu no site “Metrópoles” que os irmãos nascidos em Teófilo Otoni, em Minas Gerais, começaram a carreira em Jundiaí e isso graças a um sorteio que ganharam como prêmio uma câmera GoPro, em 2013. Foi com o equipamento que passaram a filmar vídeos de ação e criaram a produtora, que faz sucesso com comerciais.
Eles explicaram assim a escolha pela corrida de Le Mans: “Nós sempre fomos muito motivados pela história de um artista obcecado. Isso é cinema pra gente. Eu quero ser o melhor no que eu faço e o piloto de corrida tem um plus: ele está arriscando a vida dele, da mesma forma como o artista obcecado. Então, a gente queria mostrar esse lado do piloto de corrida, não como o tradicional que você já vê. A gente queria mostrar o piloto real, como um ser humano. Para o público ter uma experiência que nunca teve em uma tela de cinema”.
Uma aposta ousada, afinal, como reconhecem na entrevista ao “Metrópoles”, se errar o take ou errar o foco, não tem como refazer. Deu tudo certo!

Os Abdala já eram amigos de Nasr e a ideia do iMAX surgiu em uma conversa de bar entre os três. Dessa conversa de bar surgiu também a definição do nome: o trocadilho 2DIE4, ou seja “to die for”, no ingês, que traduzida dá “morrer por algo”, além de trazer o 2 e o 4, referência às 24 horas de Le Mans. O 4 ainda é o número do carro do Nasr, que fez a melhor estreia de um brasileiro na história da F1, isso em 2015 pela Sauber, mas que não teve uma segunda temporada na categoria.
Só a narração, roteirizada depois da corrida, é ficcional. No filme, Nasr interpreta uma versão dele mesmo, alguém que está tentando muito realizar o sonho e também comete erros. Após as filmagens, o média-metragem passou cerca de 1 ano e meio na fase de pós-produção.
O aviso é de que “não é um filme tradicional, mas sim uma experiência cinematográfica experimental e crua que confunde a linha entre realidade e cinema, em que você é levado para a jornada em primeira pessoa de um piloto de corrida, experimentando seus medos, pontos fortes e erros como se fossem seus”. “2DIE4” pode ser visto no Moviecom Jundiaí, com sessões às 14h40 e 18h30.

Fotos: reprodução internet
