Jundiaqui
Jundiaqui

Gedeone Malagola marcou a história das HQs

Jundiaqui
24 de maio de 2017


Um dos mais importantes e produtivos roteiristas brasileiros escolheu Jundiaí para viver seus últimos anos, conta Celso de Paula

GEDEONE MALAGOLA

(São Paulo, 7/7/1924 +15/9/2012)

Um dos mais importantes e produtivos roteiristas brasileiros (ao lado de Rubens Francisco Lucchetti), Gedeone Malagola começou a desenhar na infância, incentivado pelo pai, que era pintor e desenhista acadêmico.

Das cópias dos quadrinhos de Flash Gordon, de Alex Raymond, que eram publicados pelo Suplemento Juvenil, passou aos desenhos e roteiros próprios e iniciou sua carreira fornecendo tiras de humor para o tablóide paulistano A Marmita.

A partir daí, trabalhou para a maioria das editoras deste gênero, entre elas: Cômico Colegial, Edições Júpiter, La Selva, Novo Mundo, Vida Juvenil, Vida Infantil, Editora Continental, Editora Outubro, Taika, Edições GEP, Nova Sampa, Editora Trieste, Editora D’Arte e ICEA.

Adaptou-se, em seguida, a todos os gêneros de quadrinhos, do infantil aos de aventura, de guerra e de terror. Neste último, foi pioneiro no Brasil, com uma história de assombração escrita em 1953.

Escreveu histórias de terror para as revistas FrankesteinA MúmiaDráculaEstórias Negras e Clássicos do Terror, publicadas pela editora Outubro.

Em meio século de carreira, Gedeone produziu mais de 1.600 histórias, inclusive de personagens popularizados pela TV, como o super-herói He-Man. Também deu vida a personagens que marcaram leitores por muito tempo, como alguns dos primeiros heróis e super-heróis brasileiros – TargoJuvêncioRaio NegroHomem-Lua e Homem-Mosca e outros.

Passou ainda pelos quadrinhos de guerra do antológico Combate, um dos gibis brasileiros mais marcantes na segunda metade da década de 60.

Uma de suas obras-primas, O Lobisomem, feita em parceria com Sérgio Lima e Nico Rosso, ganhou álbum de luxo pela Opera Graphica em 2002.

Em Jundiaí, Gedeone ministrou cursos de HQ e teve participação em diversas mostras de quadrinhos. Recebeu premiação no II Concurso de Mini-Contos da Academia Feminina de Letras Artes, pelo trabalho intitulado Eu Não Sou Eu, e integrou a comissão organizadora do I Salão Nacional do Humor de Jundiaí, realizado em 1991, no Centro das Artes.

Nos últimos anos – até sofrer um acidente que o deixou impossibilitado de descer ao seu estúdio, no porão de sua casa – Gedeone trabalhava num projeto audacioso, roteirizando uma história do mágico Mandrake para o cinema.

O nome de Gedeone Malagola – policial civil aposentado que viveu em Jundiaí a partir dos anos 70 – é citado em praticamente todas as enciclopédias de HQ, tanto no Brasil como no Exterior. Consta, também, no Dicionário Jundiaiense de Literatura, que publiquei em 1999.








Jundiaqui
Você vai
gostar de

Ouvirudu!

Por Vera Vaia

Uma avó, uma neta, um trauma

Izildinha era apenas uma criança e presenciou algo que jamais esquecera por toda sua vida, conta Cláudia Bergamasco

Manhã esportiva e festão ao por do sol no Tênis Clube

Associados são chamados para a comemoração em grande estilo do aniversário de 59 anos

Jundiaiense Bianca Bin vai pular para horário nobre

Atriz foi escalada para a novela de Walcir Carrasco que irá substituir “A Força do Querer” na TV Globo
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.