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Jundiahy dança sua história

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18 de dezembro de 2017
Por José Arnaldo de Oliveira

A entrada triunfal pelo corredor central da plateia de dezenas de bailarinos cantando o Hino de Jundiaí, executado ao vivo pela Banda São João Batista, foi a cena culminante entre muitas outras na homenagem que a academia de dança La Bella Arte fez à cidade no espetáculo “Ó Terra Querida, Jundiahy”, apresentado na noite de sábado (16) no Teatro Polytheama.

Embora não estivesse na programação oficial do 362º aniversário da cidade foi um dos seus pontos altos. Isso me fez lembrar de outro evento paralelo, em 2014, na homenagem a compositores jundiaienses organizado pelo Coral Divino Em Canto com apoio da Cia. Canto Vivo e da primorosa pesquisa feita pela regente Cláudia de Queiroz. Não estava na festa oficial, mas marcou aquele aniversário.

Também houve muita pesquisa da equipe de professores e colaboradores da La Bella Arte, com um forte trabalho de edição de imagens antigas (talvez do Sebo Jundiaí) ou atuais da cidade projetadas no telão nas cenas sobre as lendas indígenas, a floresta encantada, a devoção dos colonizadores, as lutas de resistência à escravidão nativa ou africana, os imigrantes italianos ou orientais, a modernidade industrial e cultural. E coreografias que, à parte os números de “divertissements” com crianças, mostraram estilos de dança de criatividade expressiva, desde o clássico até lembrando em momentos a vanguarda da dança-teatro.

Uma semana antes, no domingo (10), eu havia sido monitor voluntário no primeiro passeio ciclístico de parte da rota turística do Centro Histórico, este inserido na agenda estatal na parceria da Cultura, do Pedala Jundiaí e do meu site Jundiahy. Uma das surpresas foi a iniciativa espontânea de um jovem rapper na concentração da antiga Estação de Tratamento de Água, manifestando seu apoio à valorização de nossas raízes. Outra foi uma veterana voluntária da Catedral Nossa Senhora do Desterro explicando para o grupo de ciclistas a existência da cripta. E comentou até mesmo o antigo uso da expressão “ó”, também usada no título do espetáculo de dança.

Embora aparentemente sejam um percentual menor do que há algumas décadas, muitos jundiaienses amam sua terra e procuram demonstrar isso – e impressionam outros que chegam. Minha sugestão para 2018 é que a Prefeitura abra as inscrições para a agenda de aniversário da cidade para todos os grupos culturais, esportivos ou estabelecimentos que promovam conexão com esse sentimento. E continue valorizando o centro entre rios de Jundiahy e o patrimônio da cidade como um todo. ´

Em outro paralelo, a TV TEM teve a sacada de usar a Orquestra Jundiaiense de Viola Caipira para a data, com a presença convidada do cantor Daniel que se amarrou a uma esposa jundiaiense.

Não conseguiria listar todas as pessoas que lutam pelo amor à nossa cidade – e certamente nem faço ideia de quantas fazem isso em seu cotidiano. Por isso, se alguém realmente falou em alguma rádio que sou uma referência nisso nem acredite. Somos todos. E já temos um acervo impressionante de iniciativas, filmes, discos, roteiros, livros e movimentos dos moradores e grupos da cidade registrando a cena. Que tal mirarmos um Arquivo Público moderno, ideia que defendo desde sempre?

E novamente cumprimentos a todos os envolvidos no espetáculo da La Bella Arte.

José Arnaldo de Oliveira é jornalista do site Jundiahy

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