Obra de Tao Sigulda na Pinacoteca
“Tao Sigulda – um alquimista do século XX” é a exposição em cartaz na Pinacoteca Municipal até o dia 28 de março. São pinturas, esculturas que evidenciam o diálogo do artista com metais, pedra e madeira, além de técnicas como aquarela, óleo e pastel.
O pesquisador Andrei Lima explica a origem do título da mostra: “Ele é chamado de alquimista do século 20, pois trabalhava com vários materiais e os transformava em objetos novos que dialogam com o imaginário plástico do século 20. Essa dedicação era intensa e constante, com jornadas de até 14 horas diárias”.
Segundo o curador das obras, Tuko Slobodian, essa profundidade se revela na própria experiência estética: “Tem quadros que vejo há 10 anos e ainda descubro novos elementos, novas histórias”.
A exposição também revela aspectos pessoais do artista. De acordo com Tuko, Dona Tama, esposa de Tao, costumava dizer que ele precisaria viver mais 100 anos para transformar todas as suas ideias em matéria. A admiração mútua também está presente nas obras com figuras femininas, que retratam Tama.
Nascido em Riga, em 1914, Tao Sigulda construiu uma trajetória marcada por guerras e recomeços até se estabelecer definitivamente no Brasil. Pintor, escultor, arquiteto e cineasta, fixou-se na região a partir da década de 1960. Ao lado da esposa, criou em Jarinu sua residência e espaço de arte. O Centro Cultural Tao e Tama, inaugurado em 1985, reunia obras de artistas amadores, renomados e do próprio Tao, e permanece aberto para visitação mediante agendamento. O artista faleceu em Jundiaí, em 2006.
Na Pinacoteca Municipal Diógenes Duarte Paes, à rua Barão de Jundiaí, 109, Centro. Entrada: gratuita de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h.
Foto: Divulgação-PMJ
