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DIA DA MULHER \ Gisela comanda uma nação, a nação dos foliões

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8 de março de 2018
A 'deretora' levou o Refogado do Sandi a se tornar patrimônio de Jundiaí, arrastando milhares todo Carnaval

Foi Erazê Martinho quem criou o Refogado do Sandi, mas ele mesmo não chegou a ver mais do que mil foliões no desfile do bloco. Sob a direção de Gisela Andrade Vieira, é que ele se agigantou e ampliou sua fama. Hoje é patrimônio imaterial de Jundiaí e nas contas da chamada 'deretora', título concedido a ela pelo próprio Erazê, reuniu 50 mil foliões este ano nas ruas do Centro, dia 9 de fevereiro.

Aos 57 anos, essa bragantina que ganhou o título de cidadã jundiaiense - vive aqui desde a adolescência -, já prepara a festa de jubileu de prata do Refogado em 2019. E serão várias novidades, entre elas um livro ilustrado que já começa a ser feito por Edu Cerioni, editor do JundiAqui e um dos compositores dos dois últimos sambas do Refogado, com lançamento para 1º de fevereiro do ano que vem pela Editora In House.

Gisela lembra que foi convidada, mas compromissos a impediram de sair no primeiro ano - o Refogado abre em Jundiaí o Carnaval em uma sexta-feira à tarde em que a maioria trabalha. O sim para esse amor eterno foi dado no ano seguinte. E logo ela passou a ajudar Erazê, que normalmente punha do bolso o dinheiro para o bloco sair.

"Teve um ano que o Erazê deixou de pagar o seguro do carro pra investir no bloco. A partir de então começamos com rodízios de pizza, almoços e festas para arrecadar dinheiro", recorda. E rolava de tudo nos almoços, como frango com polenta, costela no bafo e até buchada. "Hoje alguns estranham a gente fazer a Noite da Pizza no Castro, mas não estamos inventando nada, só resgatando nosso passado", diz.

Ela assumiu o bloco mesmo a partir de 2007, um ano depois da morte do publicitário e vereador que fez história com o PT em Jundiaí. Um antigo samba de Erazê foi resgatado, não se fez nem escolha da corte, mas ainda assim a festa rolou e com mais gente ainda no desfile. Em 2008 foi ainda maior e não para nunca de crescer...

Advogada criminal e de família formada na Faculdade Anchieta e com pós-graduação no Largo São Francisco, da USP, Gisela mora no Jardim Pacaembu e atua em Várzea Paulista. Tem três cães que pegou na rua e mais um fila brasileiro de 72 quilos, um quarteto que diz amar. Ela já coordenou a assistência jurídica gratuita nesses mais de 30 anos de advocacia e fala que a aposentadoria está próxima.

A 'deretora' do Refogdo é gente que faz, por isso ganha essa homenagem no Dia da Mulher.

 

 
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