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Carmelo Paoletti fez sucesso na base do molho de tomate

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27 de fevereiro de 2018
Ele tinha só o primário e foi dono de diversas empresas alimentícias




A Companhia Industrial e Mercantil Paoletti S.A. foi fundada em 1955, operando inicialmente em Várzea Paulista, à época um bairro de Jundiaí. Tem suas origens em uma pequena empresa importadora e envasadora de azeitonas chamada Audax (ou Audaz), que foi adquirida por Carmelo Paoletti e que acabou se transformando em uma indústria de produtos alimentícios de grande porte.


Diz-se que a região de Várzea tinha dois problemas sérios: o primeiro a carência de água, insumo essencial para a fabricação de conservas, sendo o segundo a presença na região da Elekeiroz, fabricante de produtos químicos, cujas chaminés lançavam no ar gases corrosivos que oxidavam as latas utilizadas para os produtos Paoletti. Para evitar esse problema, Carmelo construiu uma nova fábrica em Cajamar, local sugerido por Arnaldo Rojek, antigo funcionário da Cica que viria a ser um dos diretores da Paoletti e, mais tarde, fundador da Metalgráfica Rojek, também localizada em Cajamar.

Carmelo tinha disso: incentivava e ajudava seus funcionários para que criassem suas empresas e se tornassem fornecedores de produtos para a Paoletti, um dos segredos do seu sucesso.

A Paoletti cresceu muito, tendo aberto outras fábricas, a maior delas em Araçatuba. Tinha forte presença na mídia, inclusive na TV. Mas a empresa acabou recorrendo a empréstimos do BNDES, que acabaram não sendo pagos e gerando conflitos que levaram esse banco, em 1979, a passar seu controle para o Grupo Simeira, que entre outras empresas controlava as Lojas Arapuã e o Banco Fenícia. Máquinas adquiridas na Itália e que acabaram não sendo liberadas na alfândega, história até hoje não explicada, é que complicou a vida da Paoletti.


Os novos controladores não conseguiram reerguer a empresa. O nome Paoletti e a marca Etti acabaram ficando em poder da Bunge, uma grande empresa na área de produtos alimentícios.



Carmelo continuou atuando no ramo, tendo adquirido em 1985 a Coniexpress, uma pequena empresa de Jundiaí que no início de suas atividades fabricava casquinhas para sorvete - localizava-se na Vila Jundianópolis. Essa empresa, quando adquirida, detinha a marca Quero e acabou tendo uma linha de produtos similar à da antiga Paoletti. Transferiu-se para a cidade de Nerópolis (Goiás) e, em 2011, foi vendida para o grupo americano Heinz. Este, por sua vez, foi vendido no início de 2013 para uma sociedade formada pela  Berkshire Hathaway, holding do investidor americano Warren Buffet e a firma brasileira de investimento em participações 3G Capital, por US$ 23 bilhões; foi uma das maiores aquisições do setor alimentício de todos os tempos.

Paoletti morreu em 2012, aos 81 anos. É reverenciado como um visionário, um empreendedor que fez tudo na raça - tinha apenas o primário. Ajudou na criação do Ital, o  Instituto de Tecnologia de Alimentos.

Carmelo é irmão de Alfredo Paoletti, o criador da Festa Italiana di Jundiaí, que ocorre anualmente no bairro da Colônia, entre maio e junho, e que até hoje tem entre os patrocinadores a Quero.

Colaborou Vivaldo Breternitz


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