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 Padre Zé, enfim, Cidadão Jundiaiense
23 de outubro de 2026

Padre Zé, enfim, Cidadão Jundiaiense

Edu Cerioni – Italiano de nascença, Giuseppe Bortolato, tornou-se brasileiro de longa data, tanto que ganhou o apelido de Padre Zé e, enfim, 55 anos depois de dezembarcar aqui, vai se tornar Cidadão Jundiaiense — mesmo mantendo o sotaque carregado.

A iniciativa de homenagear o pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus, o criador da Festa Italiana di Jundiaí, é da vereadora Quézia de Lucca. Tem festa no Teatro Polytheama neste dia 29 de outubro.

Giuseppe Bortolato nasceu na cidade de Noale, província de Veneza, em plena Segunda Guerra Mundial, 1943, filho de Giacomo e Henriqueta. É para lá que viaja a cada dois anos para rever os quatro irmãos (um outro faleceu) e os filhos e netos deles, algo que soma quase uma centena de familiares. É sempre recebido com festa, macarronada, lasanha, pizzas e, como diz, “um bom vinho, afinal também sou filho de Deus”. Noale conserva seu estilo medieval, com direito a castelo e tudo.

Ordenado na Itália em 24 de abril de 1971, diz que sempre soube que seria padre, até porque entrou para o seminário aos 13 anos.  Chegou em setembro ao Brasil para cumprir a missão destinada em favor dos migrantes, dos pobres e da igreja.

Veio designado para Jundiaí ao Seminário Congregação dos Missionários de São Carlos. Na Colônia, ficou até 1979, quando saiu temporariamente. Voltou em 1987, criando no ano seguinte a festa que é o grande sucesso anual na cidade. Outro desafio fora foi encarado de 1996 a 2019, quando retornou aos braços dos católicos jundiaienses. Literalmente abraçado pelos fiéis da Sagrado Coração.  Atualmente é o reitor do seminário.

Sobre a festa, lembra que teve grande ajuda de muitas famílias, entre elas Pauletti, Mantovani, Murari e Nalini, e que seu sucesso se deve aos milhares de voluntários que ofereceram seu trabalho ao longo dos anos. Diz: “A Festa Italiana surgiu da fé do povo e, assim, tem vida longa”.

Padre Zé aqui, onde lidera a Pastoral do Imigrante, quando foi para Santo André em 1979, ficou conhecido como Padre Pepe e lá assumiu a Pastoral Carcerária. No começo dos anos 2000, foi para o Rio de Janeiro, em paróquia de periferia, com tráfico de drogas na vizinhança, mas que lhe serviu de grande aprendizado sobre e com os jovens. Na segunda fase, longe daqui, foi para São Paulo e São Bernardo do Campo.

Algumas fotos do Padre Zé ao longo dos anos:

E MAIS – Vão receber o mesmo título o pastor Gean Carlos dos Santos Silva e a pastora Luciana Maria Paulinetti Coco (indicação de João Vitor) e o padre Júlio Lancellotti (Henrique Parra do Cardume), entre outros religiosos.

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