Jundiaqui
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Jundiaí e o jundiá estão no primeiro livro editado no Brasil

Jundiaqui
19 de dezembro de 2017
Por Vivaldo José Breternitz


O Padre Manuel Aires de Casal escreveu um livro que descrevia o Brasil do ponto de vista geográfico - foi o primeiro livro editado no Brasil. Trazia também uma história do país desde o descobrimento até 1532, quando o Brasil foi dividido em capitanias.


Como mostra a imagem acima, foi impresso no Rio de Janeiro em 1817, e como era de praxe, foi dedicado ao Rei D. João VI, que era chamado pelo autor "Sua Magestade Fidelíssima".

O Padre Casal falou de nossa cidade e faz uma descrição interessante dela, como se pode ver no fragmento do livro que aparece mais abaixo: dizia que Jundiaí era uma vila medíocre (no sentido de ser de tamanho médio), que tinha uma boa matriz e um hospício (hospital, asilo) dos Beneditinos - é nosso atual Mosteiro de São Bento.

Falava também dos jundiás, peixes que deram origem ao nome da cidade, da criação de animais, das grandes plantações de açúcar e dos engenhos e da abundância de legumes e milho; tudo isso servia para abastecer as tropas que partiam para Goiás (e outros destinos) e que se preparavam aqui para suas longas viagens.



O Padre Casal voltou para Portugal com a Família Real em 1817, tendo falecido em 1821 aos 67 anos.


Ao que tudo indica, Aires de Casal escreveu a sua "Corografia Brazilica" sem realizar nenhuma viagem de estudo e observação, sendo a obra fundamentada, basicamente, em descrições e inventários produzidos por terceiros, com o autor aproximando-se mais da posição de compilador. Caio Prado Júnior observou que, para falar dos indígenas, por exemplo, utilizou um texto de 1571, de autoria de Jerônimo Osório, que nunca esteve no Brasil; outro texto utilizado por Aires de Casal é de autoria de Santa Rita Durão, que descreve os frutos brasileiros.

De qualquer forma, a obra tinha valor, em uma época que muito pouca literatura estava disponível.

Vivaldo José Breternitz - do blog Jundiahy Antiga


 
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