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Toda a sensibilidade dos cegos para a fotografia

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15 de setembro de 2018
Antonio Scarpinetti promove curso e apresenta exposição inovadora em Campinas

Antonio Scarpinetti é conhecido no JundiAqui pelas lindas imagens com as quais nos presenteia. O fotógrafo de Itatiba, que trabalhou no "Jornal da Cidade" e morou por longos anos em Jundiaí, agora inova com um trabalho juntos aos cegos.

Desenvolver em pessoas com deficiência visual a capacidade e a sensibilidade de fotografar é uma experiência que vem ganhando corpo em diferentes partes do mundo e a ideia foi levada adiante por Scarpinetti, que  coordenou uma oficina em Campinas e que resulta agora em exposição no CIS-Guanabara.

Em parceria com o Centro Cultural Louis Braille, o fotógrafo da Assessoria de Comunicação da Unicamp coordena a mostra “Luz na Caixa Escura”, com 18 imagens coloridas (30 cm x 45 cm) totalmente produzidas por deficientes visuais envolvidos no projeto. A mostra poderá ser vista gratuitamente até o dia 30 de setembro.

As fotografias são resultado de um primeiro trabalho ocorrido em março de 2017 e de outras quatro oficinas realizadas ao longo do primeiro semestre desse ano. Em média, as atividades contaram com a participação de 10 pessoas com diferentes graus de deficiência visual. Scarpinetti lembra que os alunos tiveram a oportunidade de manusear câmeras e, por meio do tato, identificar no corpo da máquina, lentes, obturador, fotômetro e, certamente, produzir fotos.

Os encontros propiciaram momentos de muito aprendizado para os alunos, mas uma oficina, de maneira especial, tornou-se uma atividade inusitada. Os participantes tiveram a missão de fotografar detalhes da banda de música da Polícia Federal, que ensaia semanalmente no CIS-Guanabara. “Nossa proposta com essa atividade foi promover a sensibilização por meio do som na construção de uma imagem fotográfica”, afirma Scarpinetti. “A interação entre músicos e fotógrafos foi a melhor possível”, avalia o coordenador da oficina.

Ele lembra que no início foi feita uma pequena apresentação, quando os músicos demonstraram seus instrumentos pelo som, individualmente. Depois os participantes se orientaram pelo som e, com liberdade, começaram a fotografar. Além da prática em realizar fotos orientadas pela música, a experiência serviu também como exercício para melhorar o posicionamento e como segurar e direcionar a câmera em relação ao som que cada instrumento emitia no momento de fotografar. Os resultados foram muito diferentes considerando o tempo em que o aluno convive com a deficiência. Quanto maior o tempo, mais apurada a sensibilidade auditiva e, consequentemente, melhor o resultado da imagem produzida. Scarpinetti lembra que para alunos com deficiência visual, o som torna-se um guia, uma referência para a captura dessas imagens.

A foto acima é de Foto de Rodrigo Dellacio. As demais você confere à rua Mário Siqueira, 829, Botafogo, Campinas.
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