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DIA DA MULHER \ Zenaide saiu da Agapeama para correr Olimpíada

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8 de março de 2018
Corredora descobriu vocação nos tempos de escola e disputou as provas mais importantes do mundo



Edu Cerioni

Zenaide Vieira levou o nome de Jundiaí longe, muito longe. Com suas largas passadas, a corredora foi bicampeã brasileira, campeã Sul-Americana e Ibero-Americana, tendo participado dos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e Rio de Janeiro, em 2007. Ela chegou ao ponto máximo na carreira de um atleta: disputou os Jogos Olímpicos. Isso foi em 2008, em Pequim, na China, nos 3.000 metros com barreiras.

O prazer de correr ela descobriu como brincadeira na infância, pelas ruas da Agapeama – hoje, mora em Várzea Paulista, cidade vizinha a Jundiaí.Zenaide era uma verdadeira “moleca” e foi a agilidade que fez com que o professor Amaro Barbarini a incentivasse a se tornar atleta. Ela estudava na Escola Estadual Benedita Arruda, onde Amaro dava aulas de Educação Física e a orientou a investir no atletismo, tanto que disputou os Jogos Regionais pela cidade em 2000 e 2001. O sucesso veio em pouco tempo.

Na raça, Zenaide ia baixando os tempos nas corridas e aos 15 anos trocou os treinos em Jundiaí por Campinas. E mesmo juvenil já foi correr na categoria adulta, o que acelerou o amadurecimento da carreira. Em 2003, já estava no Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana, mais para ganhar experiência do que buscar realmente o pódio, que viria quatro anos depois. Teve em 2004 um grande ano, até que em 2005 sofreu uma séria lesão, que ameaçou lhe tirar das provas. Deu a volta por cima e foi além, sendo campeã brasileira de corrida de fundo.

Em 2006, bateu o recorde sul-Americano nos 3.000 com obstáculos e ganhou títulos aqui e até na Europa. No ano seguinte, era favorita ao ouro no Pan do Rio, mas perdeu a concentração no final e teve que se contentar com a medalha de bronze. Foi ao pódio, mas sabe que poderia ter subido mais alto.

Após os dois Pan, Zenaide não teve o resultado que esperava nos Jogos Olímpicos de Pequim, sua estreia. Não passou para a final dos 3.000 m com obstáculos e sequer completou sua bateria eliminatória - obteve o índice olímpico no Grand Prix do Rio de Janeiro, em maio de 2008, o que lhe permitiu, com o tempo de 9min42s10, baixar seu próprio recorde sul-americano.

Para chegar lá, correu em ruas, em pistas do Bolão, Unicamp ou Ibirapuera, em São Paulo, mas comeu até poeira entre canaviais de Cosmópolis, durante um período em que viveu naquela cidade.

Uma outra contusão em 2010 complicou a vida da jundiaiense, que retomou seus treinos e hoje disputa provas e passa sua experiência a outros atletas, dento da equipe ZV.
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