Siciliano, Cia Mechanica, gasogênio e Sifco
Por Vivaldo José Breternitz – Alessandro Vincenzo Siciliano (nascido em San Nicola Arcella, a 17 de maio de 1860 e que morreu no Rio de Janeiro, dia 19 de fevereiro de 1923) foi um verdadeiro pioneiro em muitos ramos de atividade e marcou a história de Jundiaí.
Filho de uma família muito pobre, veio para o Brasil aos 9 anos de idade na companhia de seu cunhado. Logo começou a trabalhar no comércio e o sucesso veio cedo.
Jovem, patenteou uma máquina para beneficiar café e arroz. Depois, foi banqueiro, dirigente de entidades de classe e filantropo. Dentre seus descendentes, está Marta Suplicy.
Alessandro Vincenzo Siciliano fundou a Companhia Mechanica e Importadora, que teve fábrica em Jundiaí, no local onde hoje se encontra a Sifco, que nasceu em 1958, produto de associação da Mechanica com empresas americanas.
A Mechanica teve suas origens na Ferraria Agrícola, que fabricava ferramentas como enxadas, picaretas e outras do mesmo tipo e fora fundada pelo suiço Frederico Vigel – quando menino, ao dizer alguma asneira, ouvia de minha Nonna Maria: “vá trabalhar na Agrícola…”.
Além de ferramentas, a Mechanica fez um gasogênio, aparelho que produz gás combustível para alimentar motores de combustão interna, especialmente de veículos automotores. Foi muito utilizado no Brasil à época da 2ª Guerra Mundial, quando o petróleo foi severamente racionado.
O Conde Siciliano, como ficou conhecido, viveu em um palacete da Avenida Paulista, na Capital, que comprara em 1911. O imóvel foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e acabou sendo demolido nos anos 1970 – localizado na esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima, o imóvel deu lugar ao Edifício Winston Churchill. No portal “São Paulo Antiga”, há mais informações e fotografias do palacete – vale a pena uma visita a ele!
Seu falecimento causou grande consternação na cidade de São Paulo, o que levou uma grande multidão a aguardar a chegada do corpo, na Estação da Luz, para render suas últimas homenagens.
Da Estação, o féretro foi à igreja do Liceu Sagrado Coração de Jesus, onde foi celebrada uma missa pela sua alma. Após o encerramento da cerimônia o corpo foi levado ao Cemitério da Consolação, onde foi sepultado – seu túmulo está na rua 22, lotes 3 e 4. O convite da Associação Comercial para o féretro e uma foto de seu túmulo estão abaixo.
Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga

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Meu bisavô. Pai de minha avó Anna Thereza. Marta Suplicy