Jundiaqui
Jundiaqui

Corinthians Jundiahyense foi Campeão do Interior há 100 anos

Jundiaqui
26 de janeiro de 2020
Time alinhou com Dica, Paraná e Batista; Ítalo, Tango e Pichi; Carleto, Joaquim, Totó, Euclides e Conrado

Fundado na Vila Arens em 16 de junho de 1913, a maior glória do Corinthians Jundiahyense Foot-Ball Club (depois de 1943 rebatizado de Corinthians Jundiaiense por conta do novo Formulário Ortográfico no país) foi o título do Campeão do Interior obtido em 1920.

O livro a "História do Futebol de Jundiaí", do saudoso Cláudio Lucatto, conta que essa conquista há 100 anos foi depois de passar pelo Paulista Futebol Clube e também pelos campeões regionais Caçapava, Rio Branco de Americana, XV de Piracicaba, Comercial de Ribeirão Preto e Francana.

O título lhe valeu um lugar na disputa da “Taça Competência” com o Campeão Paulista (disputado apenas entre times da Capital), o Palestra Itália (hoje Palmeiras), jogo que acabou tendo apenas caráter amistoso, com vitória do visitante por 2 x 1 em pleno Parque Antárctica. O Palestra alegou escalação irregular do zagueiro Pedro Grané, pois este teria defendido antes o Corinthians da Capital.

Lucato diz que o estádio construído pelo clube tinha capacidade para até 5.000 torcedores. Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga, lembra que este pertencia à Cia. Tecelagem Japy, cujo presidente, Isaias Blumer, era fanático pelo clube. A empresa entrou em crise e foi obrigada a vendê-lo para a empresa Rappa & Cia, dona da Dubar.

Além de estádio, teve uma grande sede. Segundo o jornal "A Gazeta" de 21/02/1921, tratava-se de um "bello palacete de dois andares, de um dos melhores clubs sportivos que conhecemos. No primeiro andar há um bom salão para bailes, bilhares, bar etc. No segundo andar estão as salas da diretoria, secretaria, pingpong e várias outras para jogos lícitos".

Com registro em ata, a primeira partida foi uma derrota exatamente para o Corinthians da Capital por 5 x 0 em 1915 e a última, em 1924, contra o mesmo adversário e nova derrota, só que agora por 2 x 0. Depois disso, por mais de uma vez aconteceram tentativas de resgatar o futebol do time principal, mas foram por períodos curtos e sem muito sucesso. A última delas em 1962.

O engenheiro aposentado José Roberto Fornaza, que estuda a história do clube, contou para a reportagem da TV Tec que Adoniran Barbosa torcia pelo Corinthians Jundiahyense, que também usava as cores preto e branco, nos tempos de adolescente em que morou aqui.

Jundiaqui
Você vai
gostar de

Grêmio Pedro Fávaro premia as melhores poesias

Vai ser na tarde deste sábado, no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa Para comemorar seus 15 anos de fundação, o Grêmio Cultural Pedro Fávaro lanço [ ... ]

Cidade italiana destruída por vulcão em fotos na Pinacoteca

Mostra “Pompeia” traz imagens da artista Lana Franco com abertura quinta

Análise de trabalho

Por Marcel Capretz

Tem “Alô!” de famoso por até US$ 2,5 mil; o de Cauê Moura custa R$ 150

Em tempos de quarentena, youtuber jundiaiense entra na onda de vender “um salve especial”
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.