Jundiaqui
Jundiaqui

Geraldo Rufino é inspiração para empreendedores de Jundiaí

Jundiaqui
27 de junho de 2019

  • Ex-catador de latinhas que controla empresa que fatura R$ 50 milhões veio a convite da ACE; público saiu muito melhor do que entrou


Confira o álbum de fotos

Edu Cerioni

"Eu estava precisando ouvir umas coisas assim, ganhei meu dia". "Ele foi inspirador". "O cara é show, de fortes valores e mostrou que simplificar as coisas é um caminho ao sucesso".

As três frases eu ouvi na saída da palestra de Geraldo Rufino na manhã desta quinta-feira (27), de três pessoas diferentes. Tom Nando, dono do restaurante Koh Samui, Viviane Di Fiori, da Óptica Di Fiori, e Elton Monteiro, presidente da ACE e quem convidou o palestrante que já foi catador de latinha e hoje comanda uma grande empresa (ambos em foto acima). Os três diziam levar boas lições dali.

Quem ouviu Rufino, saiu do auditório da Unip mexido, com um sorriso mais solto e melhor preparado para enxergar as oportunidades de mercado. O CEO da JR Diesel, maior recicladora de caminhões da América Latina, simplesmente deu show no Café Show da Associação Comercial Empresarial.

Um sujeito alegre - a filha diz sempre a ele ser até irritante tanta alegria -, que contou histórias, fez reflexões, deixou escapar alguns palavrões e principalmente mostrou que o mercado não é para os fracos, mas sim para o trabalhador incansável, melhor ainda se for igual a ele também, ou seja, um otimista incorrigível.

Foi mais de uma hora de palestra que não cansou, pelo contrário, divertiu e cutucou. "Digo que a gente precisa de duas cenourinhas, uma na frente que a gente sempre quer agarrar, ela é nosso propósito para correr em busca dos sonhos. E outra atrás para que a gente não relaxe", disse, arrancando logo de cara risos de todos.Rufino disse que crise vai existir sempre e que ela é que nos motiva a sair de casa e fazer melhor. Avisou que presta atenção no cartão de ponto, quando dá para saber se um colaborador está ali como CLT ou se tem vontade de crescer, porque há diferenças em quem fica ao lado do relógio esperando dar a hora de ir embora e quem vai além e inova, aproveitando cada segundo.

Usou exemplo do filho que chegou em sua empresa perguntando onde era sua sala, em quem iria mandar e quantos milhões faturaria, mas acabou no setor de lavagem de peças, respondendo a um superior para entender que era dali que sai o dinheiro.

Usou exemplo da esposa, assegurando que a mulher é quem manda, um momento de muitos aplausos. Perguntou aos homens da plateia se alguém discordava disso, mas ninguém levantou a mão. "Quando as mulheres estiverem no comando político, teremos um mundo mais justo e vamos evoluir. Mulher é superior e ponto".

Usou e abusou de exemplos da mãe, simplesmente quem fez diferença em sua vida, com algumas histórias já antecipadas pelo JundiAqui (confira). Nasceu de família pobre e que dividia restos de comida da feira,  inclusive com vizinhos da favela, trazidos por dona Geralda. Disse que a mãe tinha sua Constituição própria e que o direito dos filhos era o de obedecer, mas que os ensinou que estar sem dinheiro era diferente de não ter credibilidade e tão importante quanto, que é agradecer a cada novo dia, a nova oportunidade que se abre à sua frente. "E sem esse mimimi de que ser negro é problema", enfatizou.

Rufino perdeu a mãe ainda pequeno, com sete anos e meio de idade, e aprendeu ali que o tempo acaba. "Não precisamos mais do que oito horas para dormir. Quer ser empreendedor? Trabalhe então pelo menos 14 horas por dia", sugere. "E quando você estiver bonito de dinheiro, vá com o extrato bancário para a frente do espelho, mostre-o e pergunte: quem manda aqui, eu ou você? É você que está no comando, que tem que ser feliz no que faz".

Exemplo ele assegura ainda que dá: "Minha empresa tem chão azul e se vejo um pingo de graxa, abaixo e vou lá limpar. As pessoas me olham esperando repreensão, mas eu sorrio. Elas nunca mais vão deixar sujeira no chão".

Algumas frases de Rufino na palestra desta quinta:

"Empreender é ser locomotiva; não passe a ser vagão para que precise ser puxado".

"Já viu inventor rico? Tenha humildade de copiar o que é bom".

"Ouça quem já viveu mais do que você, nunca subestime vivência".

"A oportunidade não está lá fora, mas aqui dentro do Brasil".

"Harvard? Estive nessa porra aí. Fiz pós de vendas e gestão pessoal. Logo de cara me ensinaram aquilo que tinha aprendido na prática aos 11 anos, que era sorrir para que a madame comprasse meus limões".

"Tecnologia é ferramenta e vai ser ultrapassada, valorize as pessoas".

"Fui ao Louvre ver a Mona Lisa. 'Nossa, é essa bostinha', eu disse. As pessoas estão sem referência, pois a obra de arte de Deus está ao nosso lado. Sorria, faça conexão".

"Problema eu tenho como todo mundo, mas ele nunca é maior do que eu".

"Antes de ter seu CNPJ, tenha mentalidade empreendedora".

"Eu tenho um poste bem no caminho quando saio de casa e até pra ele eu dou bom dia. Melhora tudo".

"Deus nos ajudou, demos sorte. Senão seríamos uma porrinha que deu certo".
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Sábado de Pedágio do Bem para o Grendacc

Voluntários vão pedir ajuda para Hospital da Criança em 4 pontos de Jundiaí e um em Campo Limpo

Luana entra no 17º dia de quarentena na Espanha: serão pelo menos 30

Artista jundiaiense conta que embora viva longe de Madri, epicentro da doença, está proibida de ir às ruas

Elba e Fernanda Takai vêm ao Sesc; mês abre com tributo a Belchior

Confira a programação de shows para março, que terá ainda Marcos Valle e a americana Kaki King

Dezembro é mês da dança no Polytheama, que chega aos 107 anos

Academias da cidade fazem seus festivais e dia 13 tem a São Paulo Companhia de Dança 
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.