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Alexandre Siciliano, a Cia Mechanica, o gasogênio e a Sifco

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30 de junho de 2017
Vivaldo José Breternitz é quem conta a história desse italiano que revolucionou nossa indústria

Alessandro Vincenzo Siciliano (nascido em San Nicola Arcella, a 17 de maio de 1860 e que morreu no Rio de Janeiro, dia 19 de fevereiro de 1923) foi um verdadeiro pioneiro em muitos ramos de atividade e marcou a história de Jundiaí.

Filho de uma família muito pobre, veio para o Brasil aos 9 anos de idade na companhia de seu cunhado. Logo começou a trabalhar no comércio e o sucesso veio cedo.

Jovem, patenteou uma máquina para beneficiar café e arroz. Depois, foi banqueiro, dirigente de entidades de classe e filantropo. Dentre seus descendentes, está a hoje senadora Marta Suplicy.

Alessandro Vincenzo Siciliano fundou a Companhia Mechanica e Importadora, que teve fábrica em Jundiaí, no local onde hoje se encontra a Sifco (foto mais ao alto), que nasceu em 1958, produto de associação da Mechanica com empresas americanas.

A Mechanica teve suas origens na Ferraria Agrícola, que fabricava ferramentas como enxadas, picaretas e outras do mesmo tipo e fora fundada pelo suiço Frederico Vigel - quando menino, ao dizer alguma asneira, ouvia de minha Nonna Maria: "vá trabalhar na Agrícola...".

Além de ferramentas, a Mechanica produziu um gasogênio, aparelho que produz gás combustível para alimentar motores de combustão interna, especialmente de veículos automotores. Foi muito utilizado no Brasil à época da 2ª. Guerra Mundial, quando o petróleo foi severamente racionado.

O anúncio ao lado menciona uma prova para veículos movidos a gasogênio realizada entre as cidades de São Paulo, São Roque, Sorocaba, Itu, Campinas e Jundiaí, retornando a São Paulo, isso no ano de 1943. A velocidade média foi de cerca de 54 km/hora e o consumo de carvão de 350 gramas por km.

O Conde Siciliano, como ficou conhecido, viveu em um palacete da Avenida Paulista, na Capital, que comprara em 1911. O imóvel foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e acabou sendo demolido nos anos 1970 - localizado na esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima, o imóvel deu lugar ao Edifício Winston Churchill. No portal "São Paulo Antiga", há mais informações e fotografias do palacete - vale a pena uma visita a ele!



Seu falecimento causou grande consternação na cidade de São Paulo, o que levou uma grande multidão a aguardar a chegada do corpo, na Estação da Luz, para render suas últimas homenagens.

Da Estação, o féretro foi à igreja do Liceu Sagrado Coração de Jesus, onde foi celebrada uma missa pela sua alma. Após o encerramento da cerimônia o corpo foi levado ao Cemitério da Consolação, onde foi sepultado - seu túmulo está na rua 22, lotes 3 e 4. O convite da Associação Comercial para o féretro e uma foto de seu túmulo estão abaixo.



Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga



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